Reciclagem é brincadeira de crianças

Cada vez existem mais ecopontos.
Cada vez reciclamos menos.

Já há algum tempo que reparo que mesmo as pessoas que dizem que gostam muito da Natureza não separam os resíduos em suas casas.

Não se iludam, os resíduos que não são reciclados vão parar à Natureza seja através da terra (aterro), do ar (incineração) ou da água (falhas no sistema de recolha).

Já há algum tempo que reparo que os resíduos depositados separadamente nos ecopontos:

  • dos parques e praias, é misturado pelos funcionários;
  • dos restaurantes e cafés com certificação Verdoreca, é depositado no contentor do lixo indiferenciado;
  • do trabalho, é misturado pelos empregados da limpeza.

Até mesmo em minha própria casa, os resíduos que a minha família separava estavam a ser retirados dos diferentes contentores pela senhora da limpeza para um único saco e a serem depositados no contentor de lixo indiferenciado (que está mesmo ao lado do ecoponto).

Mais deprimente foi testemunhar que outras pessoas partilham estas mesmas experiências.

Podíamos filosofar acerca de causas educacionais, culturais ou sociais para tentar justificar esta falta de consciência ambiental a todos os níveis.

Mas a causa de fundo para a reciclagem de resíduos domésticos em Portugal ser ineficaz é simples:

  • Quem recicla não é recompensado.
  • Quem polui não é penalizado.

Não é preciso ser psicólogo para saber que por natureza o comportamento humano é pautado por buscar benefícios e evitar danos.

Se não existirem recompensas nem penalizações, é difícil implementar mudanças de comportamentos.

A minha casa está permanentemente a ser inundada por embalagens recicláveis que me obrigam a comprar por estarem incluídas no preço do produtos.

Esforço-me cada vez mais por reduzir e reutilizar.

Porque a reciclagem em Portugal é tratada como uma brincadeira de crianças.
Não como uma questão séria de adultos.

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Na Alemanha lixo há pouco, resíduos há muitos

Irei falar sobre a minha experiência a viver seis meses na Alemanha. Oldenburg, a 16 kms de Bremen, no norte.

Lá fazia a reciclagem um hábito que felizmente já trazia de Portugal. Mas deparei-me com um sistema bastante organizado, fiscalizador e punitivo que leva a uma mudança de comportamentos que quando não são naturais são adquiridos à força.

Sacos transparentes para identificar quem não recicla

Os sacos temos que os comprar num organismo estatal equivalente à nossa junta de freguesia ou câmara municipal. Um para o lixo orgânico e outro para reciclar. Esses sacos identificam a fracção – identifica-nos para futura responsabilização.

Esses sacos são transparentes e permitem ao recolector ver se foram bem separados. Quando não são bem separados, lixo dos resíduos os sacos não são recolhidos e levam um X vermelho quando não o são. Entra-se para a lista negra da câmara. A repetir vai ser mesmo multado.

Multa-se quem polui o Ambiente que é de todos

No início estranha-se, depois compreende-se e finalmente entranha-se! Tal como cá foi feito com os cintos de segurança: apesar de ser mais seguro usá-lo, só foi possível aplicá-lo pela força, e não de uma lei que parece não se aplicar em Portugal ao nível das passadeiras, das beatas e a lista é interminável, mas ali aplica-se a lei porque se pune quem não a aplica originando receitas positivas para o Estado.

Estas coimas e multas são positivas pois geram comportamentos para benefícios de todos. Por cá tenho visto práticas piloto por parte de algumas autarquias-exemplo e posso começar a publicar e partilhar aqui convosco este levantamento, quiçá, a ser replicado!

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Mas afinal o que raio é que eu faço para defender a Natureza?

Como nasce um activista ambiental?

Daniel Gomes's avatarAjo logo existo: não há mudança sem acção

Desde que me lembro que eu me considero ser uma pessoa com grandes preocupações ambientais.

Sempre apontei o dedo com grande fúria e revolta contra aqueles porcos que deixam o lixo na praia, contra os japoneses que caçam baleias, contra o Chirac que explodiu o atol da Moruroa só porque sim, contra os políticos.

Oh sim, principalmente contra os políticos!

Essa massa homogénea de gente a quem eu posso atribuir a responsabilidade de tudo como se não fossem pessoas como eu e eleitos através do meu voto ou da minha abstenção.

Eu não tenho nada a ver com esta gente! Eu sou muito melhor do que eles!

Eu nunca atiro lixo para o chão e até ponho a quantidade absurda de plástico descartável que eu decido comprar todos os dias no ecoponto onde ela se irá transformar por magia em árvores, água, solo e outras matérias essenciais à Vida.

Eu…

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Estrelas do mar doentes precisam da sua ajuda!

Em 2014 no oceano Pacífico foram observadas várias espécies de estrelas-do-mar mortas ou em estado muito grave. Após a análise pelos investigadores da Universidade da Califórnia – Santa Cruz e, detetou-se que a origem era um vírus, o densovirus. No entanto, os investigadores estão ainda a apurar quais as condições que permitiram o surgimento do virus e ataques às estrelas-do-mar.

Da forma que o oceano não tem fronteiras físicas, no mesmo ano, o Dep. de Ecologia Marinha do Centro Português de Actividades Subaquáticas (CPAS) e a investigadora Joana Micael da Universidade dos Açores, criaram o Projecto “Estrelas-do-mar em Águas Portuguesas”, com o objectivo de monitorizar as nossas estrelas-do-mar, quer à supreficie – nas rochas e poças da maré, quer em profundidade através do mergulho, a fim de poder detectar as primeiras ocorrências e averiguar o estado de conservação daquelas.

Assim, vimos pedir a sua participação neste projecto contribuindo com os seguintes elementos e enviando para o e-mail ambiente@cpas.pt :

  • Fotografias das estrelas-do-mar (estado saudável e não saudável), com escala;
  • Local: Conselho, Freguesia e praia/spot;
  • Coordenadas geográficas e,
  • Profundidade

Imprima o cartaz e divulgue esta iniciativa!

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Limpeza 2015: poucos mas Bons!

Bom dia.

Este ano, abaixo do que eram as nossas expectativas iniciais geradas pela aceitação da ação nas redes sociais (mais de 3000 visualizações!!), estiveram cerca de 28 pessoas envolvidas. Apesar do número modesto em relação aos 45 de 2014, foi desenvolvido um excelente trabalho com a recolha que calculamos ter sido cerca de 4 800 L de lixo marinho.

Na ação de limpeza de praia, temos este ano a realçar a presença de 9 elementos de uma instituição de solidariedade social, que nos prestaram uma valiosa ajuda na ação de limpeza do cordão dunar. Em paralelo à limpeza de praia, foi realizado um batismo de surf aos jovens desta mesma instituição, que demonstraram a sua maior satisfação no final.

Damos o nosso maior agradecimento, ao SILVERCOAST Surf Camp e seu staff em especial à Maria e ao Bruno pelo excelente trabalho realizado e por terem proporcionado esta experiência certamente inesquecível.

Tivemos também este ano, a presença de um grupo de 8 pessoas da Brigada do Mar. Este grupo iniciou o trabalho de limpeza de praia no Lagide ao meio da manhã, acabando em Almagreira ao final tarde! É obra!!

A Brigada do Mar, é conhecida pelo seu enorme espírito combativo no que diz respeito à problemática do lixo marinho, espírito esse que é bem visível no trabalho desenvolvido nas suas ações de limpeza pelas nossas praias de norte a sul. A eles um muito obrigado e certamente nos iremos encontrar muito em breve.

Do grupo de voluntários da BW-STET, marcou presença o André Quiaios e mais dois amigos. A eles o nosso maior agradecimento e reconhecimento.

Em nome do Grupo de Voluntários da BW-STET e do Tararecuperavel.org na pessoa do Daniel Gomes, agradecemos o precioso contributo de todos os presentes na ação de limpeza do passado dia 19 de setembro na praia do Baleal, o apoio da SrªSandra Pina da Câmara Municipal de Almada pela disponibilização das brochuras do “Mar sem Lixo, Oceanos de Vida” e a todos os que indiretamente ou diretamente apoiam a nossa causa.

Mais uma vez deixo o desafio para que numa próxima, seja numa outra praia, mata ou noutro espaço, que seja habitualmente o vosso “retiro” e ache que verdadeiramente necessita de uma limpeza, que tome a iniciativa !

Deixo algumas fotos da ação de limpeza.

A todos o nosso Muito Obrigado !!

Rui Santos, Rui Costa e Daniel Gomes

 

 

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Limpeza voluntária de praia no dia 19 de Setembro às 15:00 no Baleal/Ferrel

Gostas de ver lixo na praia?

Não? Então junta-te a nós e toma acção para ajudar a resolver o problema!

Esta é uma iniciativa de pessoas como tu. 

Quando?

No Sábado dia 19 de Setembro de 2015 às 15:00.
Se não puderes vir não há problema, fica para a próxima. Mas podes sempre ajudar partilhando esta iniciativa com os teus amigos.

Onde?

O ponto de encontro será em frente ao bar do Bruno na praia do Baleal em Peniche às 15:00.

O que trazer?

  • Luvas de protecção grossas para evitar acidentes devidos a cortes nas mãos;
  • Sacos do lixo de preferência grossos e grandes (mais de 30 litros);
  • Apetrechos que julgues serem uma ajuda na recolha;
  • Garrafa de água;
  • Boa vontade!

Como vai ser?

Depende do número de voluntários que apareçam. Esperamos ser muitos por isso tragam os vossos amigos.

  1. Explicamos cuidados a ter durante a recolha principalmente se houverem pequenotes a participar;
  2. Decidimos as zonas alvo de limpeza. Em princípio será a zona dunar do Baleal ou as praias de Ferrel (ex. Lagide, Gigi, Almagreira, etc.);
  3. Decidimos os pontos de entrega do lixo recolhido;
  4. Distribuímos grupos;
  5. Mãos à obra!

Cada voluntário é livre de decidir como participar e durante o tempo que quiser.

Vais rever ou fazer novos amigos além de preservares o ambiente.

Junta-te a outras pessoas como tu que se preocupam com o nosso Ambiente:

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Tara Recuperável no programa do partido ecologista PAN

O partido ecologista Pessoas-Animais-Natureza (PAN) é o primeiro a adoptar uma solução de Tara Recuperável no seu programa eleitoral.

Trata-se da medida “51. Criar uma tara recuperável para latas e garrafas de qualquer material” descrita na página 68 do programa eleitoral para as eleições legislativas de 2015.

Congratulamos o PAN por esta decisão.

Agradecemos a todos os cidadãos que apoiam o TaraRecuperavel.org e que conseguiram que atingíssemos este resultado.

Ainda é só um começo, mas é um importante começo.

Saudações ambientalistas.

Saber mais

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Nova Edição da Ação “Esta não é a minha praia!” APLM

Incomoda-te ir à tua praia preferida e perceber que está cheia de lixo?

Ficas triste por perceber que nem todas as crianças de hoje têm o privilégio que tiveste, o de ter uma praia limpa para brincarem em segurança?

Gostavas de ajudar neste problema, que é de todos nós, e não sabes como?

Então aqui tens uma oportunidade. Junta-te a nós nesta iniciativa!

“Esta não é a minha Praia” é um convite de APLM – Associação Portuguesa de Lixo Marinho e seus parceiros para todos nós.

Cada um de nós pode fazer parte da mudança colectiva, envolvendo-se e agindo em pequenos gestos como o desta campanha, que pretende actuar na sensibilização, incentivar a ação e envolvimento colectivo, e na criação de um registo do lixo marinho que aparece nas praias portuguesas este verão!

Como podemos Agir?

1. Treinar o olhar : Quando formos à praia, ficar atentos ao lixo marinho que encontramos: o grande, o pequeno e o pequenino…

2. Tirar 1 ou várias Fotos: Fotografar e enviar as  nossas fotos para ap.lixomarinho@gmail.com, até 30 de Setembro, ou publicar na página do evento no Facebook: Esta Não é a minha Praia, com indicação do local, data e nome.

Nota: As fotos serão divulgadas e utilizadas para criação de uma base de dados sobre lixo marinho em Portugal. Ao submeter a sua foto, está a ceder à APLM licença de uso livre (royalty-free license). A APLM compromete-se a respeitar, em todas as situações previstas, a autoria da fotografia.

3. Fazer 1 Limpeza em Linha Recta: Se cada um de nós for capaz deste pequeno gesto, sem dúvida que já estaremos a dar um importante contributo, bem como a ajudar a sensibilizar outros à sua volta.

4. Partilhar, via virtual ou ao vivo e a cores, com nossos amigos os nossos resultados, convidando-os  a juntarem-se a esta iniciativa.

5. Imprimir voluntariamente o Poster – Esta não é a minha praia e afixar em locais da nossa área de residência, não só dando a conhecer, mas também convidando outros a participarem nesta campanha.

Esta não e a minha praia

Esta campanha conta com o apoio da APA, ABAE, Brigada do Mar, CIMA, Docapesca, Ecozoic, FCT-UNL, GEOTA, LPN, Município de Alcobaça, Museu do Mar Rei D. Carlos – Cascais, OMA, Quercus, Sciaena, SPEA e Tara Recuperável.

Pode parecer pouco,

pode parecer que não levará a nada, mas não é!

1 Ida à Praia, 1 Foto,  1 Gesto, 1 Grande Mudança! 

Tu, Nós, Eles,

e juntos podemos fazer a diferença.

Nunca saberemos os resultados das nossas Acções, mas se não agirmos, não existirão resultados.

“Juntos por um Mar Sem Lixo”

 

 

 

 

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Juntos por um Mar sem Beatas: Cartaz de Sensibilização

Ajude a combater o problema ambiental causado pelas beatas de cigarro que são atiradas para o chão.

Um estudo do Projecto Europeu Marlisco provou  que as beatas são o lixo mais encontrado nas praias de todo o mundo. Aliando esta informação ao facto de acreditarmos que a mudança só é possível se partir de cada um de nós,  surge este desafio e convite a acção.

Se este é um problema que “sentes” na pele, e no qual gostarias de ter um  papel mais activo na sensibilização e partilha com os que te rodeiam, se sentes que este é um problema de todos nós, então junta-te a esta iniciativa!

Esta surge da cooperação e união de pessoas como tu, que sentem activamente este problema, e é apoiada pela APLM – Associação Portuguesa de Lixo Marinho e pelos movimentos voluntários Tara Recuperável e Portugal sem Beatas. Mas esta é uma iniciativa que queremos que seja vista como de todos para todos. Todos fazemos parte da solução, só nos falta agir como “notas de uma mesma sinfonia”.

1 Cartaz, 1 Foto, 1 Gesto, 1 Testemunho, 1 Grande Diferença…

… e juntos podemos melhorar o nosso Mundo!

Como Podemos Agir?

Através de 2 acções que podem ser isoladas e/ ou combinadas:

Imprimir 1 Cartaz de Sensibilização e afixá-lo num local perto de nós, onde habitualmente encontramos muitas beatas (ex.: locais de trabalho, escolas, cafés, restaurantes, tabacarias, máquinas de tabaco), e tirar uma foto 1 FOTO.

Esta acção pretende promover a sensibilização, e como resultado diminuir o número de beatas que acabam por ser arrastadas pelas chuvas em direcção ao mar, podendo também servir como “impulso” para acção 2.

Registar acções de Limpeza de Beatas adicionando por exemplo o número de beatas recolhidas e 1 fotografia.

Este simples gesto pretende não só promover a acção, como através desta dar exemplos “vivos” de que este é um problemal do qual todos fazemos parte. “Agitar dedos sem acção, não será muito diferente do que inconscientemente deitar beatas ao chão, ou será que é?”

Concluídas as Acções: Abrir o Mapa de Acções “Juntos por um Mar sem Beatas” e carregar a foto na camada referente à acção 1 e/ou 2, colocando em comentário, a data e o local onde a esta teve lugar. Estas podem pertencer ao passado, contudo, pretendemos que este mapa seja intemporal e usado sempre que acções neste âmbito sejam postas em prática. Como adicionar fotos ao mapa

De referir, que a combinação destes 2 gestos pode fortalecer os resultados da acção, mas se cada um de nós  fizer  apenas 1 gesto, já estará a a fazer mudança acontecer no mundo.

Todos sabemos que “Sem acção, nunca haverão resultados”, certo?  Então só nos resta unir na acção colectiva para que a mudança possa ser efectiva. Somos todos responsáveis pelo nosso mundo, e mais do que nunca temos que acreditar que sim, 

Sim, Juntos podemos fazer acontecer!

Por 1 Mundo Melhor, Por 1 Criança, Por 1 Pássaro,
Por ti, Por nós, e pela Natureza que somos todos nós,
Junta-te a esta iniciativa!

Cartazes sensibilização anti-beatas para imprimir e editar

 

Imagens com mensagens de sensibilização para partilhar nas redes sociais

Podes ainda mudar as fotos de perfil pessoal, fotos de capas de páginas e eventos Imagem1_perfil.porImagem2_perfil.porImagem4_perfil.porImagem3_perfil.porImagem5_perfil.porImagem6_perfil.porImagem1perfil_ingImagem2perfil_ingImagem4perfil_ingImagem3perfil_ingImagem5perfil_ingImagem6perfil_ing

Queres ir ainda mais longe?

1. PARTILHA este artigo e CONVIDA amigos a conhecerem o movimento Portugal sem Beatas, através das tuas redes sociais.

2. MUDA a foto de perfil facebook, ou outra rede social, por umas das imagens do cartaz, ou voluntariamente cria outra alusiva ao movimento, a qual podes também partilhar com Portugal Sem Beatas, dando o teu testemunho inspirador, que no fundo é para todos nós.

3. Se pertences a alguma associação, ONG, Escola, Grupo de Escoteiros, grupo de amigos com vontade de fazer acontecer, lança o desafio de aderirem a esta causa, criando localmente acções que possam promover a sensibilização para este problema, baseadas no lema “Juntos por um Mar sem Beatas”.

4. E mais importante que tudo, podes ser apenas um, mas um que pode fazer toda a diferença não ficando indiferente. Se Artur, um menino de 6 anos  conseguiu, todos nós conseguimos, basta querer, basta acreditar.

E é assim minha gente, que com 1 GESTO tão simples, juntos podemos fazer 1 GRANDE DIFERENÇA.

Para mais curiosos, mural Padlet que reúne links e informações sobre a temática:

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Envio de proposta para programa do partido ecologista PAN

No dia 6 de Julho de 2015, foi enviada a proposta intitulada “Envio de proposta para programa do PAN (resumo)” para o programa do partido ecologista PAN – Pessoas-Animais-Natureza através de correio electrónico.

O texto enviado foi o seguinte:

“= Medida =
Aplicação de Tara Recuperável obrigatória em latas e garrafas de todos os materiais

= Porquê =
Grande parte dos resíduos que poluem as nossas zonas naturais e espaços públicos são garrafas de plástico e latas.

Actualmente o plástico na Natureza, e em particular no mar, é um dos maiores flagelos ambientais dos nossos tempos, sendo responsável pela morte de golfinhos, baleias, aves ou peixes que o confundem com alimento.

Esta medida defende a imposição de uma política de Tara Recuperável obrigatória, também conhecida como vasilhame ou depósito, para garrafas em materiais recicláveis e poluentes, tais como o plástico.

= Para quê =
A aplicação da solução Tara Recuperável em Portugal contribuiria por exemplo para:
– implantar um mecanismo eficaz de poluidor-pagador;
– rentabilizar infraestruturas de reciclagem existentes através da redução de custos de triagem;
– reduzir custos com actividades de limpezas pagas com o erário público;
– reduzir o preço dos produtos pago pelos consumidores finais;
– combater o flagelo do lixo marinho;
– criar novas actividades económicas e sociais relacionadas com a recolha selectiva de materiais para reciclagem;
– melhorar a saúde pública;
– contribuir para a protecção civil por exemplo reduzindo o risco de incêndios;
– melhorar a imagem turística do país através de zonas naturais e espaços públicos mais agradáveis.

= Como =
A solução Tara Recuperável não se trata de um imposto ou sobretaxa sobre as bebidas. Mas sim, de um valor monetário (tara) que é recuperada pelos consumidores que devolvam as suas garrafas para reciclagem após as utilizarem.

Esta política foi implementada com resultados positivos comprovados em 23 países do mundo. Doze destes países são europeus, como por exemplo, a Alemanha ou a Holanda.

Os modelos aplicados nestes países poderiam ser replicados em Portugal.

A intervenção do Governo seria fundamental para regulamentar, divulgar e fiscalizar uma política de Tara Recuperável.

Mais detalhes acerca da aplicação desta medida no documento “Manifesto para a imposição de taras recuperáveis para embalagens de bebidas” disponível em: https://tararecuperavel.org/manifesto/ e em TaraRecuperavel.org.

Obrigado pela oportunidade de contribuir.”


/Daniel Gomes
http://TaraRecuperavel.org: descartável não é Sustentável!

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