Filha, o problema não é o lixo, é a Ignorância

Ambientalistas voluntários serão pessoas normais com ideias anormais?
Ou vice-versa?

Ajo logo existo: não há mudança sem acção

Fico sempre avassalado com a quantidade de copos, garrafas, talheres, pratos e balões que naturalmente se descartam para fazer uma simples refeição ao ar livre.

A melhor maneira de não sujar é não fazer lixo.
– Então e as crianças iam brincar com o quê?
Ouvir a resposta e remeti-me ao silêncio.

Na descida daquele sítio maravilhoso, havendo um saco do lixo vazio, na minha normal anormalidade resolvi enchê-lo para compensar a incúria de outros seres humanos que a mim se antecederam.

Perante a típica inércia atónita dos adultos e a natural indiferença das crianças, houve uma que abandonou o grupo se acercou de mim.

– Pai está aqui mais este papel.

Voltei-me e os óculos escuros embaciaram-se com a comoção orgulhosa de reconhecer o meu sangue naquela voluntária de 4 anos.

– Bia, desta vez, deixa estar. Não mexas neste lixo porque está muito sujo. Obrigado.

Desculpa filha não estar contigo…

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Atirar beatas para o chão tem de se tornar socialmente reprovável

– Oh amigo, então tem aí um cinzeiro mesmo ao pé e atira a beata para a rua?
– É o hábito. Encolheu os ombros e sorriu com ar comprometido.
– Um mau hábito…Que é preciso ir mudando aos poucos.
Voltou para dentro do local de trabalho.
Caiu uma chuvada e levou as beatas tóxicas do chão da rua para o Mar.

O problema é ser socialmente aceite atirar beatas para o chão (mas fortemente reprovável uma criança atirar o papel de rebuçado). Como se resolve este problema?

Tornamos socialmente reprovável atirar beatas para o chão.

Sabia que a Beata também é Lixo?

 

 

 

 

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Lanternas do Céu – Há Magía no ar e depois?

Desejos, celebrações, homenagens e sentimentos sobem aos céus por breves momentos.

Sobem como os balões e como os balões podem viajar quilómetros até a magia se apagar. Sim é bonito, não vamos negar, mas e depois? Mas se são “biodegradáveis” não há problema, certo?

Entrelaçados, o filme da Disney que veio dar uma nova magia e uma nova “luz” às Lanternas do Céu, bem como um aumento da sua procura e utilização. Mas, a sua história e origem remontam tempos bem mais antigos, como veremos.

Mas o que são as Lanternas do Céu, qual a sua origem e significado?

De que são feitas? E depois de a magia se apagar onde vão cair os seus restos?

Terão algum impacto nos seres vivos e no ambiente? Será que matam como Balões? Existem relatos?

Responder a estas perguntas, que acabaram por levar a outras, foi na verdade uma aventura, não vamos negar, mas uma aventura que teve como único propósito: partilhar convosco.

Mas para os que não vão conseguir ler até ao fim, apenas este pensamento:

Imagine que o seu vizinho está em grande festa com amigos. No final, os seus convidados resolvem atirar para a sua horta e quintal, onde seus animais andam livremente, os restos das limas das caipirinhas, os ossos da churascada, as garrafas de vinho e os pratos descartáveis.

Óbvio que não vai achar piada, nem tão pouco vai argumentar: ainda se fossem só as limas e os ossos que são biodegradáveis, mas também o vidro e plástico? Não deixa de ser lixo, não é mesmo? E se o seu gatinho comer um grande osso, ou pior, com um pequeno vidro partido?

Agora outra história: O Planeta é o nosso Anfitreão, e nós somos todos convidados a habitar este planeta em festa de vida, cor e magia, a partilhar com outros seres, plantas, flores, árvores, e lindos animais que nos apaixonam e nos ensinam a amar. Celebramos a vida, a amizade, o amor em mil e um eventos.

Mas depois usamos recursos naturais para produzir artefactos que voam pelo céu, para usar por breves momentos, e que acabam por ser lixo perigoso fora de um contentor. Uns são biodegradáveis, outros não, os lançamos por tudo, por nada, e sem pensar onde eles vão cair, nem tão pouco nas consequências que podem ter em outras vidas. Que tipo de convidados somos nós quando só pensamos em satisfazer os nossos desejos e prazeres, menosprezando e esquecendo o nosso Anfitreão que nos oferece a sua casa como a nossa Casa?

O que são as Lanternas do Céu, qual a sua origem e significado

Lanterna do céu

Lanterna do céu/Chinesas

Lanternas do Céu, voadoras, dos desejos, Sky Lanterns, mas comumente designadas de Lanternas Chinesas, uma vez que são originárias da China. Mas nem todas são lançadas ao ar.

Festival da Lanternas – Tradição Chinesa. Este é comemorado no dia 15 do primeiro mês do calendário Lunar, sendo considerado o último dia das celebrações do Ano Novo Chinês. Vários costumes e atividades tradicionais são realizadas durante o festival das lanternas: apreciar lanternas estáticas que decoram as ruas, fogos de artifício, adivinhar enigmas lanterna, danças folclóricas, e comer Yuanxiao, e terminam com o lançar lanternas ao céu.

Segundo a história, a origem do festival vem da dinastia Han(206 a.c. -220 d.p.), em que o Budismo prosperou na China. O imperador Ming, defensor do Budismo, percebeu que alguns monges acendiam lanternas nos templos no 15° dia do primeiro mês lunar para venerar Buddha. Então ele ordenou que todos os templos e as casas deveriam ter lanternas acesas nesse dia.

Desde então, a tradição das lanternas foi se espalhando para outros países asiáticos como Japão, Taiwan, Coreia, entre outros, especialmente devido à propagação do budismo. No ocidente, as lanternas também são muito apreciadas e incluídas em decorações orientais.

No vídeo que se segue deixamos apenas um exemplo. Neste Festival em Pingxi, no norte de Taiwan, mais de 5000 lanternas foram enviadas para o céu  em homenagem a Buddha.

Mas o O festival das Lanternas já corre pelo mundo, não só em homenagem a Budha. Por exemplo dos Estados Unidos existe já uma entidade organizadora de Festivais para iluminar o espirito humano.

Mas ainda temos outros exemplos da utilização dessas lanternas em outros contextos festivos, para celebrar o dia dos namorados, casamentos, baptizados, aniversários, a moda está a pegar:

De que são feitas, e onde vão cair os restos?

Ao longo da sua utilização o fabrico das lanternas tem vindo a ser alterado para serem consideradas “amigas do ambiente”.

São feitas essencialmente de papel que cobre uma estrutura de metal ou bambú, recebendo neste último caso o “Eco-rótulo”, e um líquido inflamável, que com a sua chama torna possível um vôo  sem controle dos que as lançam.

Uma vez lançadas, podem viajar quilómetros do local de partida e atingir alturas variáveis entre 1000 a 3000 metros, o que depende de vários factores: da própria lanterna, do local onde são lançadas, do ar, do vento, de algum obstáculo que possam encontrar na sua viagem.

E onde termina essa viagem? Pois, isso ninguém pode prever na verdade. Para estas lanternas não existe uma torre de controlo especializada, que possa definir o local exacto da sua aterragem, nem tão pouco garantir que esta seja segura e sem acidentes no antes, durante e depois. Embora já existe de facto um Código de segurança e regras para o lançamento destas lanternas no Reino Unido.

Assim que a chama começa a enfraquecer, elas começam a descer. Podem cair em terra ou no mar, mas também podem encontrar obstáculos e não chegar a aterrar em lado nenhum. E depois o que acontece?

Lanternas no Mundo

Na verdade, as lanternas do céu, dos desejos, dos pedidos e das homenagens facilmente conquistaram o mundo com o seu encanto e magia, e em muitos lugares do mundo, passaram a ser usadas nos mais variados eventos, desde casamentos, aniversários, festas familiares, encerramento de festas locais em substituição do fogo-de-artificio. De facto neste último caso alguns animais domésticos agradecem, mas será que todos os animais agradecem?

Em Portugal já são igualmente usadas, nomeadamente em casamentos em que os convidados escrevem desejos para os noivos nas lanternas antes de as lançarem ao céu, mas também em outras celebrações e eventos. Melhor que lançar borboletas ou os tracionais balões , verdade.

No mundo viraram “moda”! Tal como os balões ainda são moda em alguns lugares, enquanto noutros “largadas de balões” foram já proíbidas! E as Lanternas do Céu são proíbidas? Em alguns lugares sim.

Em Portugal, esperamos pela lei que proíbe a largada de balões, e  ainda em 2017. Mas e depois?

Será que, uma vez em prática a proibição dos balões, o lançamento das lanternas do céu vai proliferar e virar “epedemia”, por aparentemente parecerem “mais amigas do ambiente” e por serem biodegradáveis? Esperemos bem que não.

 

Alguns relatos do seu impacto no ambiente e no seres vivos

Vários relatos foram encontrados e os seus perigos são: causa de incêndios, ingestão por animais, armadilhas de “morte” para animais, falsas sinalizações para embarcações do mar, entre outras. Em seguida alguns exemplos.

3 Lanternas foram lançadas, uma desecandeou um incêndio

3 Lanternas foram lançadas, uma desecandeou um incêndio

 

1.Lanternas como causa de incêndio – Colorado – Março 2016

São lixo em chamas!

Casa incendiada no Reino Unido

Casa incendiada no Reino Unido

 

2. Casa incendiada em Wiltshire – Reino Unido – Julho de 2011

 

 

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Acidentalmente uma vaca comeu o arame de uma lanterna, causa da sua morte lenta e dolorosa

 

3. Restos de uma lanterna causam a morte de uma vaca – Dezembro de 2009

Mas este não foi um caso isolado, outras 3 vacas morreram no Reino Unido– Setembro de 2011.

 

Encontrada em Gloucestershire

 

4. Coruja encontrada morta e presa a uma lanterna chinesa – Outubro 2014

Esta estrutura é de arame, mas se fosse de bambú teria feito a diferença para esta coruja? Não!

Numa festa familiar um menino de 3 anos ficou queimado

Numa festa familiar a cera derretida de uma lanterna chinesa caiu na cara de um menino

 

5.  Um menino de 3 anos queimado pelo liquido de uma lanterna chinesa – Novembro de 2010

A Mãe leva a público o sucedido, alertando para o uso destas lanternas. Hoje no código que regula o lançamento das lanternas, crianças não devem estar perto do momento de as lançar.

 

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5000 toneladas de papel e plástico de uma industria de reciclagem incendiaram

 

6. 9 Bombeiros feridos num fogo causado por lanternas  – Julho de 2013

O incidente levou a outras medidas, em que o chefe dos Bombeiros Pede para deixarem de usar lanternas chinesas no Reino Unido.

 

 

7. Aeroporto no Alaska teve que alterar as rotas dos aviões

8. Uma familia tem um acidente de carro para se desviar de uma lanterna que estava no caminho

Existem mais, mas penso que já serão suficientes para todos chegarmos à conclusão: Sim, são uma ameaça para o ambiente.

Algumas medidas de referência:

Em Malta lanternas do céu proibidas

RSPCA – Lanternas Chinesas

Balões e lanternas no céu deviam ser proíbidos

 

Lanternas “Biodegradáveis” são amigas do ambiente?

Ora bem, aqui mais uma questão muito questionável.  Se forem biodegradáveis, ou seja feitas de papel e bambú, teriam evitado alguns dos acidentes anteriores? Muito provavelmente, não!

Estamos de facto a assistir a uma nova “moda” no mundo: substituir os materiais de certos produtos, para ter um rótulo “verde”, mas apenas para continuarmos a servir os meus padrões de consumo. Mas é importante percebermos que essa não é, nem nunca será a solução. A raiz do problema não são os tipos de material, são os produtos em si.

Exemplo: Olha queres ser mesmo amigo do ambiente? Faz as tuas festas com estas colheres descartáveis de madeira e estes pratos descartáveis de folhas de árvores.  Ah, já agora lança estas lanternas de papel e bambú. Depois de usares, podes atirar livremente para o ambiente, são biodegradáveis, não te preocupes! Florestas nativas foram destruídas para plantar só árvores  para colheres, pratos e lanternas do céu!

O que aqui não faz sentido?

Continuamos a servir a sociedade do Descartável que tornou a Natureza Descartável, e pior sacrificando preciosos e mágicos recursos naturais como as árvores para nos satisfazer. Quem são as árvores minha gente? Só existem para nos dar papel e madeira? Elas sim são verdadeiramente mágicas!

O próprio Buddha tinha uma grande ligação às árvores, e uma foi especial para ele. Foi meditando debaixo de uma Ficus Religiosa que ele alcançou a “iluminação”, sendo hoje uma árvore sagrada conhecida por  Árvore de BodhiMas aí é que está, todas as Árvores são sagradas e preciosas demais para servirem ao descartável e produtos sem sentido, ou será que não?

E por tudo isto, não, não faz sentido dizer que Lanternas de Papel e Bambú são amigas do ambiente, porque não o são! 

As verdadeiras alternativas amigas do ambiente

A melhor de todas: Plante vida, uma Árvore, flores para celebrar, homenagear, oferecer e dar a vida, e na verdade quem vos irá agradecer é o próprio planeta.

Se a luz tem um significado para si, porque de facto tem, acenda uma vela com a intenção que pretende.

Se quer mesmo usar uma lanterna, dê asas à criatividade e transforme-a numa lanterna reutilizável e estática. Os seus desejos, homenagens e celebrações não precisam ser lançados ao céu, nem se tornar num lixo e problema para o planeta e para outros seres vivos.

Basta de sermos egoístas na forma como nos relacionamos com a nossa Casa!

Mais ideias e alternativas sustentáveis e amigas do ambiente

 

O que cada um de nós pode fazer:

  • Se lanternas já foram lançadas, recolham-nas do ambiente, embora saibamos que será impossível apanhar a todas, principalmente as que caiem no mar;
  • Partilhem com os outros para que todos possamos ter conhecimento dos perigos das lanternas;
  • Contatem a organização de eventos que usam ou pretendem usar estas lanternas, sugerindo que optem por outras alternativas.

Não sabemos tudo, nem nunca o poderemos saber, mas juntos e partilhando com os outros poderemos melhorar o nosso mundo. Basta um para começar uma “revolução”, basta um gesto para fazer acontecer a “mudança que queremos ver no mundo!

Partilhem com a intenção positiva de construir um mundo melhor, não pelo julgamento, mas pela colaboração e cooperação com os outros! Os erros dos outros podem ser diferentes dos nossos, mas todos nós erramos, não é mesmo?

Obrigada a todos os que tiraram um pouco do vosso tempo para receber a partilha desta nossa aventura.

Para saber mais:

Aplicação com todos os artigos consultados:

Made with Padlet
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Os nossos cartazes de sensibilização ambiental em acção na Santa Casa!

Os nossos cartazes de sensibilização ambiental em acção na Santa Casa!

Os nossos cartazes de sensibilização ambiental em acção na Santa Casa!

Obrigado pela colaboração.
Juntos melhoramos o nosso mundo!

Consegue afixar também um dos nossos cartazes?

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Iniciativa “Homenagear capacetes vermelhos que evitam florestas negras”

Os voluntários da associação 10 Milhões na Berma da Estrada estão, durante todos os feriados e fins de semana até ao Natal, a embrulhar presentes numa grande superfície comercial no concelho do Seixal em troca de donativos que vão reverter na totalidade para a Associação Humanitária dos Bombeiros Mistos da Amora.

A associação, recentemente oficializada, tem como principal objetivo alertar para o risco de incêndios causados por pontas de cigarros atiradas pelos automobilistas em zonas de mata e floresta. O projeto “Pela Janela Não!” planeia 100 caminhadas de sensibilização, ao longo dos próximos três anos, durante as quais se prevê recolher 10 milhões de beatas. O número é simbólico (uma por cada português, porque basta uma para provocar um incêndio e basta uma pessoa para mudar o mundo), sendo que a ideia é despertar consciências.

Depois de realizadas as primeiras caminhadas em 2016, os 10 Milhões na Berma da Estrada querem dar continuidade à ideia durante os meses mais frios, desta feita contribuindo para a melhoria das condições daqueles que lutam contra a consequência de um ato impensado: os bombeiros. Porque o Natal é uma época de gratidão, acima de tudo, a associação pretende sensibilizar a sociedade civil para o apoio aos soldados da paz.

Local: Hipermercado E. Leclerc Amora (Avenida Silva Gomes, Seixal)

Datas: 01, 03, 04, 08, 10, 11, 17 e 18 de dezembro (das 10h às 13h e das 15h às 23h)

24 e 31 de dezembro (das 10h às 13h)

Poderão presentes, em hora a combinar, o presidente da associação 10 Milhões na Berma da Estrada, Orlando Martins, e o comandante dos Bombeiros Mistos da Amora, Carlos Falcão.

CONTACTO | 963 949 884

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Efeitos do descartável em Lisboa

Quem paga a limpeza deste espaço público?
Sim, é você que nem esteve lá.

Estes copos estariam a poluir o que é de todos, se valessem dinheiro?

Jardim do Campo Grande, Lisboa, 23 de novembro de 2016

Jardim do Campo Grande, Lisboa, 7 de outubro de 2016

França proíbe venda de copos e pratos plásticos descartáveis

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Albufeira sem Beatas – Ação Ambiental

“Albufeira sem beatas” é uma ação que se encontra prevista para dia 26 de Novembro, e que pretende alertar os cidadãos para o impacto que as beatas atiradas para o chão podem ter no meio ambiente, e sensibilizar para a urgência de mudança deste comportamento. Os fumadores podem ser ecológicos e respeitadores do ambiente que os rodeia.

Esta ação resulta da parceria de duas entidades, Pata Activa e Portugal4U, que após terem unido esforços para colaborar num projecto local de defesa do património natural e de preservação do ambiente, essencialmente em meio urbano, “NATURALbufeira” iniciam a sua intervenção na comunidade com este primeiro evento – “Albufeira sem Beatas”.

De referir que, NaturalBufeira compreende uma série de atividades e eventos, cujo objectivo final é sempre a sensibilização e o apelo à mudança de comportamentos, no sentido de ser fomentada nos cidadãos uma atitude ecológica, sustentável e de responsabilidade social e cívica.

A Pata Ativa é uma associação sem fins lucrativos, que tem como objetivos fundamentais a defesa dos animais, da natureza e a promoção de hábitos de vida saudáveis. A nossa acção baseia-se no respeito e na proteção de animais e natureza, e a propagação de modelos de vida saudáveis e sustentáveis, fomentando a cidadania ativa e participativa.

A Portugal4U é uma empresa de animação turística licenciada pelo Turismo de Portugal I.P., com o RNAAT nº 43/2014. As actividades desta empresa encontram-se reconhecidas como turismo de natureza, e um dos seus maiores objectivos é a preservação do meio ambiente.

Para este evento conta-se com o apoio do Movimento  Portugal sem Beatas, da organização Green Smokers Alliance , assim como do movimento cívico

https://tararecuperavel.org/

A organização deste evento conta também com o apoio do Município de Albufeira, o qual reconhece a importância desta causa e desta iniciativa voluntária, e que visa direcionar os cidadãos no sentido da responsabilidade social e cívica.

Envolva-se! Participe! Partilhe este Evento!

Porque não fazer o mesmo num lugar perto de si?

A mudança começa na acção de cada um de nós!

 

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Será que em suas casas também atiram as beatas para o chão?

Campo Grande, Lisboa, Portugal, 2016

Consciencialização ambiental.
Precisa-se em Portugal.

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Copo de Plástico Descartável – como implementar alternativas sustentáveis

Já olharam bem o chão no fim de um evento com copos de plástico descartável? Ou simplesmente as ruas de uma cidade em festa?

E quantas vezes, já encontraram copos de plástico a serpentear verdes paisagens, ou simplesmente a serem devolvidos pelo mar?

E será que podemos mudar esses cenários? Sim, querendo, podemos sim. Mudar nunca é fácil, principalmente quando há demasiadas “resistências”. Mas há uma frase que nos faz mover sempre, o que se conquista sem esforço dificilmente será valorizado, e na mesma onda, o que cai do céu também não.

Então permitam-nos partilhar e vos ajudar um pouco nessa conquista, que pode parecer difícil, mas se nunca começar então nunca vai acontecer mudança. E ela já começou em muitos lugares do mundo, e em Portugal já existem vários exemplos. Fiquem para os descobrir.

Aqui pretendemos deixar-vos, não uma, mas várias ideias de como essa mudança pode acontecer. Pode começar dentro de casa, mas o que interessa é ela começar em algum lado. Muitas vezes é o pensar “pequeno” que nos permite avançar em “grande”, e o grande significa para o bem de todos sempre, não para o nosso umbigo.

Quais as Vantagens e Benefícios de um evento sem copos de plástico? Muitos!! Basta conferir!

1. Evita desperdício de recursos naturais: Petróleo e Água.

2. Redução de Lixo (até 80%);

3. Redução dos custos financeiros para a limpeza dos locais por parte da organização dos eventos.

5. Evita desperdício do recurso natural água (o petróleo do futuro) na limpeza dos espaços e recintos;

6. Poupança de recursos humanos (a ingratidão social dos que têm a tarefa de limpar a inconsciência do nosso”desleixo”);

7. Diminuição da quantidade de plástico nos aterros sanitários, e consequentemente menos “queima” de plástico.

8. Ser uma referência e exemplo de “Festas Eco e Amigas da Natureza”, passando a mensagem e inspirando outros a agir.

9. Uma oportunidade de promover acções de Educação Ambiental junto da população em geral, de envolver escolas, grupos de jovens, escuteiros.

10. Por último, e também um ponto interessante , está a questão turística, principalmente para os locais que pretendem promovem o Turismo Natureza.  A imagem de “marca” de protecção e preservação da Natureza que tanto gostamos de passar aos que nos visitam, não está só nas belas paisagens, por vezes também serpenteadas de lixo “perdido”, está também nos nossos comportamentos. E e a imagem do descartável e lixo pelo chão nos locais de festa que imagem transmite aos que nos visitam? Mas querendo podemos mudar, basta querer minha gente.

Os factos: Eles já existem!

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A utilização de copos ou canecas reutilizáveis é já uma realidade praticada em vários contextos, onde normalmente bebidas são servidas em copos de plástico descartáveis, seja no local de trabalho, em escolas, universidades, seja em convívios familiares e em festas, é já um hábito de muitos cidadãos.  Várias são os exemplos de campanhas feitas e que podemos encontrar um pouco por todo o mundo se nos dedicarmos a pesquisar mais sobre isso.

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Em eventos é já um conceito em crescimento em vários países Europeus, Brasil e África do Sul. Em Portugal podemos registar algumas iniciativas como Festival Andanças e a “Festa da Sardinha Assada de Benavente”, no entanto muito ainda pode e deve ser feito.

 

Como promover Eventos sem Copos de Plástico?
3 Exemplos:

1. Pode partir da própria organização dos eventos, à semelhança do que acontece no Festival Andanças em que quem quer beber aluga uma caneca.

2. Partir de uma acção colectiva, em que uma união de pessoas voluntariamente adquirem o seu copo ou caneca reutilizável, e vão para a festa passando a mensagem de dizer não ao copo de plástico. E como apenas exemplo, temos o movimento voluntário sem copos de plástico Caneca das Borgas que nasceu em 2014 na Ilha Terceira-Açores, no contexto das festas Sanjoaninas. O mesmo movimento chegou a outras ilhas, como Corvo e Faial apoiados por 2 movimentos cívicos, Tara Recuperável e No more plastic bags for the Azores.

3. Partir de uma sugestão espontânea de uma pessoa, ou união de pessoas, à comissão organizativa dos eventos e festas locais.

De uma vez por todas temos que abandonar a ideia de que a responsabilidade deve estar só em alguns, aqueles que estão em determinados cargos ou posições, temos que aprender a cooperar uns com uns outros, independentemente da posição social, do cargo profissional ou competências inerentes a esse, porque na solução de um problema global tem que haver a participação consciente de todos, não apenas de alguns.

E se fazem a pergunta: Que tens a ganhar com isto, e quem tem a ganhar com esta medida? Não será a Natureza e todos nós? Nem tudo é dinheiro, estatuto, e posição social minha gente. Trata-se de agir pelo Amor à Natureza, não pelo ego pessoal ou colectivo.

Onde adquirir copos ou canecas reutilizáveis?

Felizmente em Portugal já existem várias empresas capazes de nos dar resposta e solução, o que por si só também é um ponto a considerar, não precisamos procurar lá fora o que temos cá dentro.

Se optarem por canecas podemos vos indicar a Fábrica Fábrica Mardouro, embora hajam outras. Ao consultarem os seus produtos, na secção por desenho – Alumínio, vão encontrar no Exemplo 9 – Caneca para festivais. A grande vantagem destas canecas é que a bebida fica sempre fresca e pode ser usada, por exemplo, em contextos de acampamentos, podendo ir ao lume.

Mas para os que querem ter uma caneca destas, procurem no comércio local e certamente vão encontrar uma solução. Querer é poder! Depois de vermos uma menina que vai para festa com um fervedor de leite, e outra com uma caneca de louça de pequeno almoço, porque era o que tinham em casa, diríamos que no fundo, o que vale mesmo é a vontade de cada um.

Mas recentemente uma nova empresa nasce em Portugal, com a missão especifica de dar resposta e soluções alternativas aos copos de plástico descartáveis, e não só, também com cinzeiros de bolso.

A Empresa Ecoality

Slogan da ECO-KOPO

Slogan da ECO-KOPO

“A missão da Eco-Kopo é promover um consumo sustentável e ambientalmente responsável, comercializando copos reutilizáveis para todo o tipo de eventos.

Com o Eco-Kopo, o seu evento terá um acréscimo de qualidade, pois terá sempre um espaço limpo, logo, visualmente mais atractivo e terá um papel fundamental na educação ambiental de todos os seus intervenientes.

A Eco-Kopo preocupa-se com a vertente ecológica e trabalha todos os dias para encontrar novos produtos e novas soluções ecológicas, aplicáveis a qualquer tipo de evento. Queremos criar uma marca global e ser uma das primeiras empresas em Portugal a oferecer soluções viáveis que substituam os produtos descartáveis nos eventos”

Para saber mais consulte as vantagensonde comprar e material.”

Como implementar o conceito?

O sistema de caução é o instrumento fundamental para a introdução de copos reutilizáveis no seu evento, e deve ser implementado da forma apresentada.

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Mas ainda podemos vos dar mais um exemplo, que pretende reduzir o consumo de copos de plástico, sem ter que ser investimento para qualquer vendedor ou estabelecimento ou organização de festas, muito pelo contrário.

Copos com Tara Recuperável

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E como poderia isso funcionar?

Se cada copo valer dinheiro. Ou seja se tiver um valor recuperável associado.

Para que resulte, basta colocar no acto de entrega de uma bebida um valor acrescido, que não é mais do que o preço do copo.

Este copo teria que estar devidamente identificado, assim o consumidor ao pedir a próxima bebida, pagaria apenas o valor da bebida. Caso não entregue o copo, voltaria a ter que dar o valor do copo mais o da bebida. E no final da festa, ao entregar o copo vazio, poderia recuperar o valor excedente correspondente ao preço do copo.

E imaginam outras pessoas a apanhar copos perdidos? Sim, seria provável, e copos no chão seria coisa que não aconteceria.

Se acreditas nestas alternativas,

Partilha e divulga pelos teus amigos,

Sugere à comissão de festas do teu local de residência,

Promove uma campanha no teu local de trabalho ou escola,

Adopta um copo ou caneca reutilizável.

https://tararecuperavel.org/2015/03/11/a-natureza-e-o-descartavel/

https://tararecuperavel.org/2016/06/11/a-origem-e-viagem-do-plastico-descartavel-a-historia-da-colher/

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A Origem e Viagem do Plástico Descartável – A História da Colher

Já paraste para pensar na origem do plástico descartável que tão facilmente é usado e logo posto fora?

Já te questionaste de que recurso natural é feito, como violentamente é extraído ao Planeta, e que feridas Nele ficam abertas?

E quantas viagens, quantos processos de transformação são necessários para que uma simples colher de plástico seja fabricada?

E quantas milhas tem de percorrer para chegar até às tuas mãos? E para quê? Apenas para te servir por breves momentos? E o que fazes a seguir com ela?

Reciclar? Achas mesmo que sim?

Apenas te pedimos 2 minutos de atenção, caso ainda não tenhas a certeza de todas as respostas, para assistires ao vídeo que se segue:

Algo mudou em ti?

Continuarás a ver uma colher de plástico da mesma forma?

Agora transforma esta história para todos os produtos descartáveis que conheces!

Depois pensa em todos aqueles que “gratuitamente” te chegam às mãos. Nada é gratuito neste mundo, já agora. Consegues os reconhecer?

Damos-te um exemplo: copo de plástico descartável que habitualmente é usado em festivais e grandes festas. Pagaste por ele? E se tivesses pago faria alguma diferença? Provavelmente sim! E se valesse dinheiro?  Muito provavelmente o chão de um evento, não seria uma “pintura” de copos de plástico.

Várias foram as vezes que fomos confrontados com a afirmação: “As pessoas não querem saber da Natureza, as pessoas só vão mudar quando lhes mexerem no bolso, seja a tirar, seja a por.

Basicamente, educa-se adultos como as crianças, se fizeres bem eu dou-te um chocolate, se fizeres mal ficas de castigo. Só que no caso dos adultos, só mesmo pelo dinheiro é que a mudança pode ser rapidamente instalada. Não porque percebem, não porque têm consciência, e muito menos porque respeitam a natureza, mas porque não querem perder, ou querem ganhar. Triste? Talvez, mas a nossa realidade, ou será que pode ser diferente?

Sim pode ser diferente! E começa em ti! Tu podes ser diferente e melhor, basta quereres, basta começares por recusar todo o descartável que conseguires no teu dia-à-dia e já estarás a criar mudança. Fica o desafio! E quem ganha será sempre a Natureza, afinal de contas a A Natureza não é descartável.

https://tararecuperavel.org/2014/09/30/plastico-descartavel-o-veneno-do-seculo-xxi/

https://tararecuperavel.org/2016/06/11/copo-de-plastico-descartavel-como-implementar-alternativas-sustentaveis/

 

 

 

 

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