Recolha selectiva obrigatória na administração pública

A reciclagem é essencial para melhorar o ambiente em Portugal.

Então porque é que a recolha selectiva de resíduos não é obrigatória nas organizações da administração pública?

Se esta questão também o intriga envie-a para os órgãos do Governo ou partilhe-a no seu mural.

 

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Perguntas e respostas sobre a Tara Recuperável

A Tara Recuperável publicou um conjunto de perguntas e respostas que procuram tirar as dúvidas mais comuns sobre a iniciativa e a política ambiental que defende.

Envie-nos, também, as suas perguntas.

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Hipermercados Continente prejudicam o ambiente passando os seus produtos para embalagens de plástico.

Existe cada vez mais a consciência de que o consumo de plástico tem de ser reduzido para evitar uma catástrofe ambiental.

Café do Continente em embalagem de plástico.

Café do Continente em embalagem de plástico.

Contudo, a cadeia de hipermercados Continente continua a “oferecer” sacos de plástico aos seus clientes. Estes sacos não são degradáveis em ambiente aquático e são responsáveis pela morte de diversas espécies como por exemplo golfinhos. Em Peniche, o Continente fica mesmo à frente do mar. Podem imaginar para onde voam directamente muitos dos sacos de plástico “oferecidos” pelo Continente.

Além disso, o Continente passou a vender os seus produtos em embalagens de plástico. Produtos que sempre foram vendidos em embalagens de vidro como café, vinagre ou azeite.

A ilha de plástico que chegou ao extremo Norte da baía do Baleal pode ter vindo de longe mas um dos principais responsáveis pelo problema está bem perto na outra ponta da baía.

Somos vítimas e causadores da poluição do plástico

Mesmo o cidadão com maior consciência ambiental por vezes polui inadvertidamente o ambiente com plástico.

Se abrirmos a porta do carro e uma rajada de vento levar um saco de plástico, se formos dar um passeio e uma garrafa de água cair da mochila, se uma tempestade virar o ecoponto na rua onde separamos os nossos resíduos, não nos sentimos responsáveis por esta poluição.

Mas somos.

Somos responsáveis por termos adquirido materiais poluentes que ficarão a contaminar o ambiente por largos anos.

O plástico substitui os outros materiais por ser barato. Porém, o plástico é um derivado de petróleo e como tal deveria ser caro. O plástico torna-se barato porque é produzido em grandes quantidades, o que permite economias de escala.

O plástico é produzido em grandes quantidades porque nós o consumimos em grandes quantidades.

Quanto mais plástico consumirmos, mais plástico será produzido.

Reduzir o consumo de plástico está nas nossas mãos.

As gerações futuras irão considerar as embalagens descartáveis em plástico como uma actividade tão criminosa como despejar mercúrio num rio.

Se quiser contribuir para reduzir a contaminação do ambiente com plásticos:

  • Recuse a oferta de sacos de plástico. Eu costumo dizer: “Não obrigado. É menos um saco no ambiente.”. Muitos empregados ficam com um ar pasmado. Eu gosto de pensar que naquele momento ganharam a consciência dos seus actos. Mas também pode ser que simplesmente estejam surpresos por eu recusar tão generosa oferta;
  • Evite comprar produtos em embalagens ou produtos de plástico.
    • O vidro não se degrada e por isso não entra na cadeia alimentar dos ecossistemas;
    • O papel ou madeira são biodegradáveis.
  • Escreva ao Continente mostrando o seu desagrado pela falta de sensibilidade ambiental desta empresa. Por exemplo através da caixa de sugestões, do livro de reclamações ou dos contactos dos site;
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Ilha de plástico chega à praia do Baleal

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Sopa de plástico do Atlântico dá à costa.

Já todos ouvimos falar nas infames ilhas de plástico do Pacífico.

Estas ilhas também existem no Atlântico. Um grupo de investigadores colheu amostras de água desde o Rio de Janeiro até à Cidade do Cabo na África do Sul e analisou-as. Todas continham vestígios de plástico.

Na realidade, as “ilhas de plástico” são sopa de plástico. São fragmentos de plástico com vários tamanhos, alguns microscópicos, que flutuam pelo mar, poluem e matam todo o tipo de espécies: aves, peixes, golfinhos, baleias,…

O vento e a ondulação fortes do início do ano concentraram uma parte desta sopa de plástico, que normalmente se encontra de forma dispersa pelo oceano, no canto Norte da praia do Baleal em Peniche. Note-se que apenas uma pequena parte do lixo plástico que flutua pelo mar ocasionalmente vem dar à costa. O restante continua a vaguear e a matar por todo o lado consoante os ventos e as marés.

Se observarmos com atenção a areia de qualquer praia portuguesa verificamos que existem sempre pequenos fragmentos de plástico resultado da decomposição lenta de objectos de plástico como por exemplo garrafas, embalagens ou cotonetes que terminaram no mar. Este incidente no Baleal é apenas uma concentração destes fragmentos que torna a gravidade do problema mais visível.

Ironicamente, a indústria pesqueira que depende directamente do mar, é uma principais responsáveis pela enorme quantidade de plástico que polui os oceanos.

Limpar praias é insuficiente

As concentrações de plástico nas praias são frequentes durante o Inverno. Este ano não foi possível repetir a limpeza do ano passado devido a falta de voluntários.

O Presidente da Câmara Municipal de Peniche António José Correia assim que tomou conhecimento da situação assegurou que as operações de limpeza começariam assim que possível. Este esforço e disponibilidade da Câmara Municipal de Peniche é valioso e exemplar. Contudo, inglório.

Os tractores limpa-areia apenas conseguem recolher os fragmentos de plástico maiores e que se encontram depositados à superfície. Os milhões de pequenos fragmentos que se encontram misturados com a areia não são recolhidos.

A solução é reduzirmos o consumo de plástico

A solução passa por todos nós reduzirmos a utilização de plástico no nosso dia-a-dia.

Para saber mais:

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Tara Recuperável a funcionar na Noruega: o testemunho de um português

Olá, após um post aqui na página da “Tara Recuperável” foi me pedido para escrever um pouco de Como tem sido a minha experiência aqui na Noruega em relação a garrafas de tara recuperável.

Fazendo um resumo sobre mim, desde a muito tempo que faço reciclagem e já o fazia a muito tempo em Portugal mesmo ainda sem haver eco pontos já levava principalmente o papel a um deposito que existia ao pé de minha casa na Boa-Hora(Lisboa).

Aqui na Noruega continuo a reciclar, não só as garrafas mas Como todo o lixo. Devo dizer que eles não estavam tão avançados como nós mas vão agora em grande velocidade. Temos sacos do lixo grátis nos supermercados para por o lixo orgânico e azul para o plástico, o resto do lixo vai nos noutros sacos. Têm depois a parte um contentor só para papel.

Agora o mais importante aqui para a vossa pagina é as taras recuperáveis. Divido em 4 fases e a montagem que fiz está dividida de forma a poder explicar como funciona:

1º As 5 kr que podem ver ai nesse papel corresponde a 2 garrafas de 1,5l dá mais ao menos 65 cêntimos €(Têm na foto 2 o preço do custo de cada uma delas). E é o que o eu considero mais importante para se fazer aqui reciclagem. Não só como eu faço que as levo de volta ao supermecado, como depois uma segunda vaga, tudo quanto é pessoas que trabalham na limpeza em Hotéis ou escritórios fazem essa escolha e vão entregar nos Pontos de recolha(supermecados, podem ver a máquina na foto 3). Vem também a 3 fase que são as pessoas que andam de caixote em caixote do lixo a procura de garrafas(andam tanto na rua como dentro dos transportes públicos). Depois por fim têm a própria selecção dos serviços da Câmara de Oslo. De qualquer forma penso que a reciclagem deve andar nos 90% seguramente. A ultima foto é a maquina que eu comprei para fazer as minhas próprias bebidas com gás.Basta encher a garrafa com agua e por o gás lá dentro, com isto tenho algumas poupanças e benefícios:

1º Aqui as bebidas são caras, e como não tenho carro, poupo nas bebidas e nas costas. também não tenho de ir novamente ao supermercado com elas. Também não estou a contribuir para haverem mais garrafas pet a serem feitas.

2º Contra e em jeito de brincadeira acabo por beber mais bebidas com gás, pois é só encher e já está, depois com a mesma garrafa eu posso Fazer Coca-Cola e a minha mulher Fazer um sumo com gás de framboesa(podem ver a garrafa que diz Nora) ou outro sabor qualquer.

Em resumo é sempre difícil pedir as pessoas para reciclarem sem dar nada em troca o ser humano é preguiçoso, por isso acho como aqui em Oslo funciona este sistema é de longe mais vantajoso do que se faz em Portugal através do ponto verde. Tentem fazer algum tipo de pressão junto do governo nesse aspecto. Mais ou menos em 1996 havia umas maquinas de reciclagem para latas no centro comercial da amadora que davam uns prémios, via miúdos com os pais a levarem lá as latas, pode também ser uma medida.

Fluxo do modelo de Tara Recuperável na Noruega

Fluxo do modelo de Tara Recuperável na Noruega

Fernando Antunes
português residente na Noruega

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TARA RECUPERÁVEL ASSOCIOU-SE AO BLOG GREEN GENTLEMAN E FOI VISITAR A CASA ECOFIXE

UMA CASA PORTUGUESA “DIFERENTE” FEITA DE TERRA, PNEUS E LATAS

ImagemQuando receberam o orçamento para a casa que queriam construir, a Marta e o Pedro tiveram a certeza que haveria forma mais económica de atingir o seu objectivo.

O Google e as conversas em brainstorming com a família e amigos permitiu-lhes conhecerem o conceito de Michael Reynolds e as suas construções com recurso a pneus, terra e latas de refrigerantes reutilizadas.

A casa batizada de NOSSA CASA EcoFixe é a primeira deste género a ser construída em Portugal – mais propriamente na Trofa – e vai custar cerca de menos 40 a 50% do preço original.

Como queríamos saber mais, visitámos-los. O casal deve já ter contado a história centenas de vezes, mas não perde o entusiasmo ao falar do processo e dos inúmeros desafios que lhes foram caindo no colo.

“Primeiro foi muito difícil encontrar uma empresa construtora que aceitasse o conceito. Enviámos vários pedidos e só recebemos uma resposta. Curiosamente foi um não…”, contou a Marta.

Agora, a 3 meses do fim, podemos ver o logotipo Projecto EcoCivil – empresa criada por David Araújo especificamente para levantar a NOSSA CASA EcoFixe e outras no futuro – espalhado pelos coletes dos funcionários. http://www.ecocivil.info/

Nas paredes, mostram-se as cerca de 9.000 latas recolhidas pelos cafés da zona e os cercaImagem de 700 pneus cedidos pela Metais Jaime Dias, um dos vários parceiros que se quiseram juntar à causa.

Segundo o Pedro, “com a inclusão de pneus e latas nas paredes, conseguimos evitar a utilização de mais ou menos 70% de cimento”, o que baixa significativamente o valor da construção e o CO2 altamente associado a este produto.

Enquanto conversamos, David e Armindo – o arquitecto que faz a fiscalização –  testam novos materiais e a equipa de construção trata as madeiras também elas reutilizadas e que vão suportar o telhado ajardinado.

A ideia com que ficamos é de que se juntou aqui a equipa perfeita. Tecem-se elogios uns aos outros, sente-se o companheirismo e nota-se a paixão pelo projecto “que não nasceu com o objectivo de ser ecológico, mas barato”, segundo a Marta.

ImagemMas para quem está atento aos detalhes, conclui-se uma sensibilidade especial para a sustentabilidade e uma preocupação em aplicar o conceito do upcycling. Para além das latas, pneus e madeiras, também as portas, vidros das janelas, o forno de lenha, o poço, o granito da casa antiga do terreno e os móveis serão reutilizados ou provirão de objectos reutilizados.

“Estamos também a preparar a casa para que possamos mais tarde instalar aquecimento central, mas segundo as nossas previsões não vai ser necessário. Esperamos que a temperatura oscile apenas num máximo de 2 a 3ºC ao longo do ano”, diz o Pedro. Para a climatização passiva, contribuem as paredes de pneu, a orientação solar perfeita, as janelas de grandes dimensões e finalmente o jardim e o telhado ajardinado com vegetação autóctone idealizados pela sua irmã Graça Silva, arquitecta paisagista.

A casa será equipada com painéis solares e sistema de recolecção de águas pluviais, ganhando mais uns pontos na poupança de recursos e dinheiro no bolso.

Mas “como correu a aprovação do projecto?”, quisemos saber. “Mais fácil e rápido do que esperávamos”. A equipa fez um projecto que não se diferencia muito daquele que é apresentado na construção normal, pelo que não necessita de cuidados especiais na sua avaliação.

A Marta e o Pedro fazem questão de dizer que não divulgam o projecto com o objectivo de convencer ninguém, mas nós saímos de lá convencidos e torcemos para que muitos outros se deixem contagiar pela cultura da Reutilização vs. Desperdício, explícita aqui. E desejamos que em Agosto a Casa Eco Fixe esteja no estado previsto: pronta a habitar.

A todos os seguidores/participantes do movimento Tara Recuperável e do blog Green Gentleman http://www.greengentleman.com/ e apaixonados por um mundo mais sustentável, não deixem de seguir a página da NOSSA CASA Ecofixe no Face e começar a imaginar as vossas casas “diferentes”. https://www.facebook.com/pages/A-NOSSA-CASA-Ecofixe/495182653850851.

Por último gostaríamos de desafiar todos vós, a tal como nós, publicitarem um pouco do que melhor se faz em Portugal! E premiar as suas acções!

Estejam livres para enviar sugestões!

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24 Junho de 2013

Ricardo Sousa Tara Recuperável

André Silva http://www.greengentleman.com/

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Ilha de plástico em Cabo Verde

Em Cabo Verde, cerca de 9 km a Sudeste de São Vicente, encontra-se a ilha de Santa Luzia. Com 13 kms de comprimento e 5 de largura, e sem fontes de água doce acessíveis, a ilha albergou uma pequena comunidade de pastores no séc. XIX, encontrando-se hoje desabitada. A ilha faz parte da Reserva Natural Integral de Santa Luzia, juntamente com os ilhéus Branco e Raso. A Reserva alberga importantes populações de aves e tartarugas-marinhas, assim como de repteis endémicos.

A primeira vez que estive em Santa Luzia, em Jun de 2010, desembarcámos na costa Sul, num pequeno enclave idílico de areia branca e mar azul-turqueza. Mas atravessando a ilha até à costa Norte, o espectáculo é bem mais desolador. Ventos relativamente constante de Norte durante todo o ano, e a influência da corrente das Canárias, fazem com que milhares de toneladas de lixo marinho sejam arrojadas para a maior praia do Norte da ilha, apropriadamente baptizada de ‘Praia dos Achados’. São cerca de 5 kms de fragmentos de plástico, garrafas, latas, redes e armadilhas de pesca, embalagens, escovas de dentes, isqueiros, etc. Centenas de tartarugas-comuns Caretta caretta desovam nesta praia, no meio do plástico. A deambular por aquela lixeira costeira encontrámos ainda  1 cadáver de tartaruga-comum enrolado numa fita de plástico resistente.

Decidimos então tentar averiguar a origem de alguns itens, procurando garrafas ainda com rótulos legíveis. A maior parte dos estavam ilegíveis ou ausentes. Mas as garrafas eram tantas, que em 10 min tínhamos encontrado garrafas com rótulos de França, Espanha, Angola, África do Sul, China, Tailândia e Paraguai. Estas garrafas tanto podem vir directamente dos países de origem, como de barcos de pesca ou de mercadorias.

Apenas para reforçar a ideia de que mar não tem fronteiras, e que os ventos e correntes espalham o que deitamos fora pelos cantos mais recônditos do planeta. Quando uma garrafa de plástico vai parar ao mar, só desaparece da nossa vista.

Tartaruga morta pela poluição em Cabo Verde

Tartaruga morta pela poluição em Cabo Verde

Ilha de plástico na praia dos Achados na ilha de Santa Luzia em Cabo Verde.

Ilha de plástico na praia dos Achados na ilha de Santa Luzia em Cabo Verde.

Nuno Barros, biólogo

Assistente do Programa Marinho da
Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves

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O impacto dos plásticos nas aves marinhas

Estudos efectuados a nível internacional, em especial na área do Great Pacific Garbache Patch, indicam que a ingestão de plástico por parte das aves marinhas é directamente responsável pela sua morte.

O exemplo mais estudado é o do Albatroz-de-Layssan Phoebastria immutabilis no Atol de Midway, em pleno Pacífico Norte. Esta espécie pode viajar centenas de quilómetros para encontrar alimento para a sua cria. Estas aves alimentam-se de crustáceos, lulas, e pequenos peixes perto da superfície, sendo assim atraídos por estes pequenos objectos de plástico colorido, que são confundidos com alimento.

Os progenitores armazenam-nos no seu corpo, e levam-nos até à colónia para servirem de alimento para a cria. As crias acabam assim com o estômago cheio de plástico, com o trato digestivo obstruído, até que acabam por morrer à fome.

Rolhas de garrafas, escovas de dentes, isqueiros, e resíduos de pesca são apenas alguns dos objectos mais frequentemente encontrados no estômago das aves encontradas mortas. Estes objectos e fragmentos dos mesmos, depois de arrastados pelas chuvas, rios e sistemas de esgotos acabam irremediavelmente no mar, onde ventos e correntes oceânicas os espalham por todo o oceano.

É fundamental estudar melhor esta problemática, que pode bem ser uma das maiores ameaças à biodiversidade marinha do nosso planeta, e ignorada pela maioria da opinião pública por estar longe da vista.

Nuno Barros, biólogo
Assistente do Programa Marinho da
Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves

Esqueleto de ave marinha cheio de plástico

Esqueleto de ave marinha cheio de plástico, fotografia de Chis Jordan (ChrisJordan.com)

 

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Vai à praia e agacha-te

Muita gente vai à praia, muita gente gosta da praia, muita gente vive da praia.

Pouca gente cuida da praia.

Este fim de semana vai à praia e presta atenção. Como se a visses pela primeira vez.

Vais ver “as garrafas d’óleo boiando vazias nas ondas da manhã” (a poluição é tão comum que até achamos normal que conste numa canção de amor).

Vais ver centenas, milhares, milhões de pedacinhos coloridos na areia. Não são conchas, não são algas e provavelmente nunca tinhas reparado neles.

São plástico.

Toneladas de pedacinhos de plástico que vagueiam pelos mares e que por vezes dão à costa.

Já foram garrafas, já foram outras coisas, mas ao longo das centenas de anos que vão demorar a decompor-se na natureza, vão-se transformando nesta sopa de plástico que flutua, vagueia, polui, mata.

Se passar pela praia uma abençoada máquina de limpar areia, repara que esta não consegue apanhar estes pedacinhos pequenos de plástico. Eles vão ficando na areia. Para sempre.

Por isso, não é preciso gastares dinheiro a ir ao Pacífico para ver a famosa ilha do plástico. Ela está mesmo aqui à nossa porta.

A pergunta é o que é que vais fazer acerca disto?

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Motivos e vantagens de uma política de Tara Recuperável para garrafas e latas em Portugal

Em Portugal, onde podemos encontrar garrafas e latas? Quais as vantagens da Tara Recuperável? Esta política existe noutros países?

Para responder a estas perguntas e motivar para as soluções aos problemas causados pelo abandono de embalagens em locais não destinados para o efeito, o Tara Recuperável fez uma apresentação durante o evento Cidadania 2.0 que teve lugar no dia 27 de Outubro de 2012 em Lisboa.

A apresentação foi feita por Daniel Gomes. A captação de imagem foi gentilmente realizada por Fernando Ribeiro.

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