Efeitos do descartável em Lisboa

Quem paga a limpeza deste espaço público?
Sim, é você que nem esteve lá.

Estes copos estariam a poluir o que é de todos, se valessem dinheiro?

Jardim do Campo Grande, Lisboa, 23 de novembro de 2016

Jardim do Campo Grande, Lisboa, 7 de outubro de 2016

França proíbe venda de copos e pratos plásticos descartáveis

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Albufeira sem Beatas – Ação Ambiental

“Albufeira sem beatas” é uma ação que se encontra prevista para dia 26 de Novembro, e que pretende alertar os cidadãos para o impacto que as beatas atiradas para o chão podem ter no meio ambiente, e sensibilizar para a urgência de mudança deste comportamento. Os fumadores podem ser ecológicos e respeitadores do ambiente que os rodeia.

Esta ação resulta da parceria de duas entidades, Pata Activa e Portugal4U, que após terem unido esforços para colaborar num projecto local de defesa do património natural e de preservação do ambiente, essencialmente em meio urbano, “NATURALbufeira” iniciam a sua intervenção na comunidade com este primeiro evento – “Albufeira sem Beatas”.

De referir que, NaturalBufeira compreende uma série de atividades e eventos, cujo objectivo final é sempre a sensibilização e o apelo à mudança de comportamentos, no sentido de ser fomentada nos cidadãos uma atitude ecológica, sustentável e de responsabilidade social e cívica.

A Pata Ativa é uma associação sem fins lucrativos, que tem como objetivos fundamentais a defesa dos animais, da natureza e a promoção de hábitos de vida saudáveis. A nossa acção baseia-se no respeito e na proteção de animais e natureza, e a propagação de modelos de vida saudáveis e sustentáveis, fomentando a cidadania ativa e participativa.

A Portugal4U é uma empresa de animação turística licenciada pelo Turismo de Portugal I.P., com o RNAAT nº 43/2014. As actividades desta empresa encontram-se reconhecidas como turismo de natureza, e um dos seus maiores objectivos é a preservação do meio ambiente.

Para este evento conta-se com o apoio do Movimento  Portugal sem Beatas, da organização Green Smokers Alliance , assim como do movimento cívico

TaraRecuperavel.org: movimento cívico de preservação ambiental

A organização deste evento conta também com o apoio do Município de Albufeira, o qual reconhece a importância desta causa e desta iniciativa voluntária, e que visa direcionar os cidadãos no sentido da responsabilidade social e cívica.

Envolva-se! Participe! Partilhe este Evento!

Porque não fazer o mesmo num lugar perto de si?

A mudança começa na acção de cada um de nós!

 

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Será que em suas casas também atiram as beatas para o chão?

Campo Grande, Lisboa, Portugal, 2016

Consciencialização ambiental.
Precisa-se em Portugal.

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Copo de Plástico Descartável – como implementar alternativas sustentáveis

Já olharam bem o chão no fim de um evento com copos de plástico descartável? Ou simplesmente as ruas de uma cidade em festa?

E quantas vezes, já encontraram copos de plástico a serpentear verdes paisagens, ou simplesmente a serem devolvidos pelo mar?

E será que podemos mudar esses cenários? Sim, querendo, podemos sim. Mudar nunca é fácil, principalmente quando há demasiadas “resistências”. Mas há uma frase que nos faz mover sempre, o que se conquista sem esforço dificilmente será valorizado, e na mesma onda, o que cai do céu também não.

Então permitam-nos partilhar e vos ajudar um pouco nessa conquista, que pode parecer difícil, mas se nunca começar então nunca vai acontecer mudança. E ela já começou em muitos lugares do mundo, e em Portugal já existem vários exemplos. Fiquem para os descobrir.

Aqui pretendemos deixar-vos, não uma, mas várias ideias de como essa mudança pode acontecer. Pode começar dentro de casa, mas o que interessa é ela começar em algum lado. Muitas vezes é o pensar “pequeno” que nos permite avançar em “grande”, e o grande significa para o bem de todos sempre, não para o nosso umbigo.

Quais as Vantagens e Benefícios de um evento sem copos de plástico? Muitos!! Basta conferir!

1. Evita desperdício de recursos naturais: Petróleo e Água.

2. Redução de Lixo (até 80%);

3. Redução dos custos financeiros para a limpeza dos locais por parte da organização dos eventos.

5. Evita desperdício do recurso natural água (o petróleo do futuro) na limpeza dos espaços e recintos;

6. Poupança de recursos humanos (a ingratidão social dos que têm a tarefa de limpar a inconsciência do nosso”desleixo”);

7. Diminuição da quantidade de plástico nos aterros sanitários, e consequentemente menos “queima” de plástico.

8. Ser uma referência e exemplo de “Festas Eco e Amigas da Natureza”, passando a mensagem e inspirando outros a agir.

9. Uma oportunidade de promover acções de Educação Ambiental junto da população em geral, de envolver escolas, grupos de jovens, escuteiros.

10. Por último, e também um ponto interessante , está a questão turística, principalmente para os locais que pretendem promovem o Turismo Natureza.  A imagem de “marca” de protecção e preservação da Natureza que tanto gostamos de passar aos que nos visitam, não está só nas belas paisagens, por vezes também serpenteadas de lixo “perdido”, está também nos nossos comportamentos. E e a imagem do descartável e lixo pelo chão nos locais de festa que imagem transmite aos que nos visitam? Mas querendo podemos mudar, basta querer minha gente.

Os factos: Eles já existem!

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A utilização de copos ou canecas reutilizáveis é já uma realidade praticada em vários contextos, onde normalmente bebidas são servidas em copos de plástico descartáveis, seja no local de trabalho, em escolas, universidades, seja em convívios familiares e em festas, é já um hábito de muitos cidadãos.  Várias são os exemplos de campanhas feitas e que podemos encontrar um pouco por todo o mundo se nos dedicarmos a pesquisar mais sobre isso.

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Em eventos é já um conceito em crescimento em vários países Europeus, Brasil e África do Sul. Em Portugal podemos registar algumas iniciativas como Festival Andanças e a “Festa da Sardinha Assada de Benavente”, no entanto muito ainda pode e deve ser feito.

 

Como promover Eventos sem Copos de Plástico?
3 Exemplos:

1. Pode partir da própria organização dos eventos, à semelhança do que acontece no Festival Andanças em que quem quer beber aluga uma caneca.

2. Partir de uma acção colectiva, em que uma união de pessoas voluntariamente adquirem o seu copo ou caneca reutilizável, e vão para a festa passando a mensagem de dizer não ao copo de plástico. E como apenas exemplo, temos o movimento voluntário sem copos de plástico Caneca das Borgas que nasceu em 2014 na Ilha Terceira-Açores, no contexto das festas Sanjoaninas. O mesmo movimento chegou a outras ilhas, como Corvo e Faial apoiados por 2 movimentos cívicos, Tara Recuperável e No more plastic bags for the Azores.

3. Partir de uma sugestão espontânea de uma pessoa, ou união de pessoas, à comissão organizativa dos eventos e festas locais.

De uma vez por todas temos que abandonar a ideia de que a responsabilidade deve estar só em alguns, aqueles que estão em determinados cargos ou posições, temos que aprender a cooperar uns com uns outros, independentemente da posição social, do cargo profissional ou competências inerentes a esse, porque na solução de um problema global tem que haver a participação consciente de todos, não apenas de alguns.

E se fazem a pergunta: Que tens a ganhar com isto, e quem tem a ganhar com esta medida? Não será a Natureza e todos nós? Nem tudo é dinheiro, estatuto, e posição social minha gente. Trata-se de agir pelo Amor à Natureza, não pelo ego pessoal ou colectivo.

Onde adquirir copos ou canecas reutilizáveis?

Felizmente em Portugal já existem várias empresas capazes de nos dar resposta e solução, o que por si só também é um ponto a considerar, não precisamos procurar lá fora o que temos cá dentro.

Se optarem por canecas podemos vos indicar a Fábrica Fábrica Mardouro, embora hajam outras. Ao consultarem os seus produtos, na secção por desenho – Alumínio, vão encontrar no Exemplo 9 – Caneca para festivais. A grande vantagem destas canecas é que a bebida fica sempre fresca e pode ser usada, por exemplo, em contextos de acampamentos, podendo ir ao lume.

Mas para os que querem ter uma caneca destas, procurem no comércio local e certamente vão encontrar uma solução. Querer é poder! Depois de vermos uma menina que vai para festa com um fervedor de leite, e outra com uma caneca de louça de pequeno almoço, porque era o que tinham em casa, diríamos que no fundo, o que vale mesmo é a vontade de cada um.

Mas recentemente uma nova empresa nasce em Portugal, com a missão especifica de dar resposta e soluções alternativas aos copos de plástico descartáveis, e não só, também com cinzeiros de bolso.

A Empresa Ecoality

Slogan da ECO-KOPO

Slogan da ECO-KOPO

“A missão da Eco-Kopo é promover um consumo sustentável e ambientalmente responsável, comercializando copos reutilizáveis para todo o tipo de eventos.

Com o Eco-Kopo, o seu evento terá um acréscimo de qualidade, pois terá sempre um espaço limpo, logo, visualmente mais atractivo e terá um papel fundamental na educação ambiental de todos os seus intervenientes.

A Eco-Kopo preocupa-se com a vertente ecológica e trabalha todos os dias para encontrar novos produtos e novas soluções ecológicas, aplicáveis a qualquer tipo de evento. Queremos criar uma marca global e ser uma das primeiras empresas em Portugal a oferecer soluções viáveis que substituam os produtos descartáveis nos eventos”

Para saber mais consulte as vantagensonde comprar e material.”

Como implementar o conceito?

O sistema de caução é o instrumento fundamental para a introdução de copos reutilizáveis no seu evento, e deve ser implementado da forma apresentada.

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Mas ainda podemos vos dar mais um exemplo, que pretende reduzir o consumo de copos de plástico, sem ter que ser investimento para qualquer vendedor ou estabelecimento ou organização de festas, muito pelo contrário.

Copos com Tara Recuperável

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E como poderia isso funcionar?

Se cada copo valer dinheiro. Ou seja se tiver um valor recuperável associado.

Para que resulte, basta colocar no acto de entrega de uma bebida um valor acrescido, que não é mais do que o preço do copo.

Este copo teria que estar devidamente identificado, assim o consumidor ao pedir a próxima bebida, pagaria apenas o valor da bebida. Caso não entregue o copo, voltaria a ter que dar o valor do copo mais o da bebida. E no final da festa, ao entregar o copo vazio, poderia recuperar o valor excedente correspondente ao preço do copo.

E imaginam outras pessoas a apanhar copos perdidos? Sim, seria provável, e copos no chão seria coisa que não aconteceria.

Se acreditas nestas alternativas,

Partilha e divulga pelos teus amigos,

Sugere à comissão de festas do teu local de residência,

Promove uma campanha no teu local de trabalho ou escola,

Adopta um copo ou caneca reutilizável.

A Natureza Não é Descartável

A Origem e Viagem do Plástico Descartável – A História da Colher

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A Origem e Viagem do Plástico Descartável – A História da Colher

Já paraste para pensar na origem do plástico descartável que tão facilmente é usado e logo posto fora?

Já te questionaste de que recurso natural é feito, como violentamente é extraído ao Planeta, e que feridas Nele ficam abertas?

E quantas viagens, quantos processos de transformação são necessários para que uma simples colher de plástico seja fabricada?

E quantas milhas tem de percorrer para chegar até às tuas mãos? E para quê? Apenas para te servir por breves momentos? E o que fazes a seguir com ela?

Reciclar? Achas mesmo que sim?

Apenas te pedimos 2 minutos de atenção, caso ainda não tenhas a certeza de todas as respostas, para assistires ao vídeo que se segue:

Algo mudou em ti?

Continuarás a ver uma colher de plástico da mesma forma?

Agora transforma esta história para todos os produtos descartáveis que conheces!

Depois pensa em todos aqueles que “gratuitamente” te chegam às mãos. Nada é gratuito neste mundo, já agora. Consegues os reconhecer?

Damos-te um exemplo: copo de plástico descartável que habitualmente é usado em festivais e grandes festas. Pagaste por ele? E se tivesses pago faria alguma diferença? Provavelmente sim! E se valesse dinheiro?  Muito provavelmente o chão de um evento, não seria uma “pintura” de copos de plástico.

Várias foram as vezes que fomos confrontados com a afirmação: “As pessoas não querem saber da Natureza, as pessoas só vão mudar quando lhes mexerem no bolso, seja a tirar, seja a por.

Basicamente, educa-se adultos como as crianças, se fizeres bem eu dou-te um chocolate, se fizeres mal ficas de castigo. Só que no caso dos adultos, só mesmo pelo dinheiro é que a mudança pode ser rapidamente instalada. Não porque percebem, não porque têm consciência, e muito menos porque respeitam a natureza, mas porque não querem perder, ou querem ganhar. Triste? Talvez, mas a nossa realidade, ou será que pode ser diferente?

Sim pode ser diferente! E começa em ti! Tu podes ser diferente e melhor, basta quereres, basta começares por recusar todo o descartável que conseguires no teu dia-à-dia e já estarás a criar mudança. Fica o desafio! E quem ganha será sempre a Natureza, afinal de contas a A Natureza não é descartável.

Plástico descartável: o veneno do Século XXI

Copo de Plástico Descartável – como implementar alternativas sustentáveis

 

 

 

 

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Exposição MARLISCO: “Lixo Marinho: Um Problema Global”

Um convite à viagem pelas suas imagens

Uma viagem que nos convida  a “mergulhar” no assunto lixo marinho e a parar em vários pontos, os quais são representados nos seguintes títulos:

  1. Lixo Marinho: Um Problema Global

  2. De onde vem o Lixo Marinho

  3. Lixo Marinho em números

  4. Tempo de degradação do Lixo Marinho

  5. Como é que o Lixo Marinho afeta a vida selvagem e os ecossistemas?

  6. O caso dos plásticos e microplásticos

  7. Lixo Marinho em Portugal

  8. Lixo Marinho no Atlântico Nordeste

  9. Lixo Marinho nos Açores

  10. Existem soluções para o problema do Lixo Marinho

  11. Posso ser parte da solução se…

Tenhamos então a coragem de “voltar à escola” e nos dedicarmos a aprender. E se não for por nós, que seja pelas nossas crianças, pois elas merecem conhecer um mundo diferente do que hoje temos.

E só para pensarmos:

Poucas serão as crianças de hoje que terão os mesmos privilégios que tivemos na infância. Uma praia limpa de microplásticos será apenas um deles.

Somos nós, os adultos de hoje, que temos que mudar, pois é da nossa responsabilidade o mundo que elas vão conhecer amanhã.

Uma boa viagem a todos! 

A solução global para este problema global só pode estar na prática viva do ideal “juntos por um mar sem lixo”. Que depois desta viagem sejamos mais e mais a acreditar, mas principalmente a praticar!

 

Para curiosos, mais informações sobre esta Exposição:

A exposição “Lixo marinho: um problema global” pretende informar a sociedade sobre a verdadeira dimensão do problema do lixo marinho, o que é o lixo marinho, de onde vem, como afeta o meio-ambiente e o Homem e quais as ações que podemos tomar para combater este problema são questões abordadas durante a exposição.

 Esta é uma exposição internacional, desenvolvida no âmbito do projeto europeu MARLISCO, pelo que para além de Portugal também foi exibida em mais 14 países: Reino Unido, Irlanda, França, Holanda, Alemanha, Bélgica, Itália, Grécia, Chipre, Turquia, Dinamarca, Roménia, Eslovénia e Bulgária.

Em Portugal, a exposição foi inaugurada no dia 2 de novembro de 2013 na Galeria Municipal do Onze, em Setúbal,e esteve em mais de 15 localizações, só no continente. Foram também  criadas novas versões para os Açores e para exibição no exterior. A última exibição foi feita Gare Marítima da Rocha Conde D’Óbidos, Lisboa (1 a 24 de Maio de 2015) marcando o encerramento do projecto MARLISCO.

Após o fim do projeto MARLISCO a exposição ficou a cargo da Associação Portuguesa do Lixo Marinho (www.aplixomarinho.org).

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1º Domingo de Sol

Esteve um lindo dia de sol neste Domingo de Março.

A minha Bia quis ir brincar na areia.
Desejei em vão que ela a tivesse encontrado sem lixo.

Estava muita gente na praia. Algumas pessoas eu conhecia. Muitas não conhecia.

Haviam pessoas que se desviavam do lixo, pessoas que se sentavam em cima do lixo, pessoas que brincavam com o lixo.

Só vi duas pessoas que limparam um pouco do lixo. Uma tinha 38, outra quase 3 anos.

O seu comportamento deve ter parecido tão bizarro aos restantes, quanto o dos restantes me pareceu a mim…

 

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Guia MARLISCO para reduzir o Lixo Marinho – Práticas que visam as beatas

Este guia é para ti e é para todos nós!

Este guia consiste num dos resultados do projecto europeu MARLISCO, e destina-se a todos os que procuram soluções que possam implementar para ajudar a minimizar o problema do lixo marinho.

Este guia consiste numa compilação de boas práticas para a redução do lixo marinho,  resultado da análise de mais de 70 práticas registadas por toda a Europa, a qual mostrou que estas podem ser agrupadas em 14 categorias. Cada  uma  destas categorias é representada por  iniciativas com características específicas e frequentemente  inovadoras e são as seguintes:

  1. Práticas que visam os plásticos
  2. Instrumentos económicos e de mercado
  3. Políticas e regulamentos para minimizar o lixo marinho
  4. Resíduos dos rios
  5. Lixo flutuante
  6. Lixo nos fundos marinhos
  7. Resíduos de navios
  8. Práticas que visam as beatas de cigarro
  9. Limpezas de praia
  10. Ações com escolas
  11. Abordagens integradas para o problema do lixo  marinho
  12. Sensibilização
  13. Promoção da responsabilidade social
  14. Outros tipos de práticas

Neste artigo incidiremos na categoria 8, práticas que visam as beatas de cigarro, mas não deixem de ser curiosos e consultem o Guia completo, disponível para download em diversas línguas, incluindo na Língua Portuguesa: Guia MARLISCO: para Inspire-se e Inove através de Boas Práticas. 

Este Guia consiste é manual precioso para todos nós, apresentando exemplos de sucesso e que podem servir de inspiração para todos aqueles que pretendem desenvolver acções locais,  e tornarem-se agentes de mudança neste problema ambiental que é de todos nós.

A solução depende de cada um de nós, seja a partir da mudança pessoal, seja no envolver outros nessa mudança que precisa urgentemente de ser colectiva.

Práticas que visam as beatas de cigarro

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As Beatas de Cigarro são omnipresentes nas praias. Provas não publicadas e pesquisas de campo sugerem que as beatas de cigarro estão entre os itens de lixo mais encontrado nas praias europeias e especialmente nas praias do Mediterrâneo. Por exemplo durante uma limpeza de praia de um extensão de 200m realizada pela ONG AKTI no Chipre, quase 90% (em número) do lixo marinho recolhido eram beatas de cigarro (www.org.cy, 2012).

A) Sou fumador. O que posso fazer?

  • Não atire beatas para o chão. Use os contentores adequados.
  • Não atire as suas beatas pela janela do seu carro. É muito provável que acabem no mar!
  • Quando estiver na praia, não deixe as suas beatas na areia. Se não existirem cinzeiros perto, use uma lata de bebida vazia para depositar as suas beatas. É melhor andar sempre com um cinzeiro portátil, há muitos disponíveis no mercado actualmente. Pode ainda, apoiar movimentos voluntários como o Portugal não é Cinzeiro ou Missão Beatão.

B) Enquanto negócio costeiro, o que posso fazer?

  • Os cinzeiros devem fazer parte do serviço que fornece, mas tente evitar cinzeiros descartáveis de utilização única (tal como os cinzeiros feitos de cartão)
  • Assegure-se que esvazia regularmente os seus cinzeiros para evitar que transbordem.

Todos os negócios costeiros devem agir desta forma, especialmente os snack-bares e os fornecedores de esteiras/guarda-sóis.

C) E se for uma autoridade local?

  • Assegure-se de que os cinzeiros estão disponíveis, particularmente em áreas populares para passeios (parques, passeios públicos, etc.) Um grande número de beatas é atirado ao chão por pessoas que estão de passagem.
  • Assegure-se de que esvazia regularmente os seus cinzeiros para evitar que transbordem.
  • Se estas opções não funcionarem, deve tomar medidas mais restritivas, tais como penalizações para evitar a eliminação inadequada.

D) Enquanto organização da sociedade civil, o que posso fazer?

  • Sensibilize para o problema da poluição por beatas de cigarro quer em áreas costeiras, quer em áreas do interior. Abaixo deixamos em exemplo 2 acções, mas muitas têm acontecido, basta pesquisarmos um pouco sobre o assunto e certamente chegaremos a mais e mais.

Um exemplo de sucesso: Sensibilização sobre Poluição por Beatas de Cigarro

O capítulo de La Rochelle da Surfrider Foundation Europa concentrou-se, em 2013, na Sensibilização sobre poluição por beatas junto do público em geral e mais especificamente junto de estudantes no campus da Universidade de La Rochelle, onde se iniciou uma parceria com um grupo de estudantes do IUT La Rochelle. Foram explicadas as consequências de atirar beatas de cigarros para o chão e foi entregue uma mensagem simples: cada ação realizada por cada pessoa conta! Foi também distribuído o “Ecobox”, um pequeno cinzeiro que pode ser guardado no bolso, de forma a oferecer aos fumadores uma solução para mudar o seu comportamento.

Resultados: Esta iniciativa tem sido moderadamente bem-sucedida. As pessoas tornam-se mais conscientes da poluição e consequentemente mais dispostas a mudar o seu comportamento.

Exemplo de uma Campanha de Acção e Sensibilização a decorrer em Portugal

Juntos por um Mar sem Beatas: Cartaz de Sensibilização

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Um convite à acção voluntária de cada um de nós,  um simples gesto de imprimir e afixar um cartaz de sensibilização.

E que nos sirva de inspiração e incentivo à acção:

Nunca saberemos os resultados

E um bem haja especial a todos os que já estão a agir, e a todos os que irão agir!

 

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Mensagem de sensibilização ambiental acerca das beatas de cigarro

Gostas de ver beatas de cigarros espalhadas por todo o lado? Eu também não.

Então decidi enviar voluntariamente a mensagem abaixo a 20 organizações.

O que te impede de enviar 1 mensagem também?

“Boa tarde,

Já reparou que a zona envolvente das vossas instalações está
permanentemente suja com inúmeras beatas de cigarro?

Gostaria de partilhar consigo os cartazes de sensibilização ambiental em anexo.

Pode saber mais acerca desta iniciativa de cidadania ambiental em:
Juntos por um Mar sem Beatas: Cartaz de Sensibilização
https://tararecuperavel.org/…/…/juntos-por-um-mar-sem-beatas/

Divulgando estes cartazes é possível tornar as vossas instalações mais
agradáveis sem custos adicionais.

Os cartazes podem ser afixados ou partilhados através dos ficheiros em anexo.

Esperamos que vos sejam úteis e que possam também colaborar com esta iniciativa.

Saudações ecologistas!”

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Escola Secundária de Peniche dá exemplo na defesa da nossa orla costeira

Recordamos esta iniciativa de proteção da nossa costa promovida pela Escola Secundária de Peniche levada a cabo em junho de 2015.

Um excelente exemplo de educação ambiental e cidadania!

Esperamos que cada vez existam mais escolas e pessoas a fazerem o mesmo pelo nosso país.

Bem hajam!

“A orla costeira por nossa conta 2015

A recolha de resíduos ao longo do litoral realizou-se entre o Portinho da Areia do Norte e a Praia da Cova de Alfarroba. Participaram na atividade as turmas 10.º CT1, 10.º CT2, 10.º CT3, 1.º CPAS e 2.º CPQ, acompanhadas respetivamente pelos professores Ângela Cunha, Ana Almeida, Cecília Silva, Isabel Cândido e Francisco Félix.

***

Os 71 alunos intervenientes na atividade recolheram cerca de três dezenas de sacos de resíduos sólidos, nomeadamente materiais plásticos. O lixo foi recolhido nas praias, dunas e costa rochosa.

Em todas as ações o entusiasmo, a alegria e o convívio constituíram as notas dominantes. Recomenda-se a realização da atividade no próximo ano letivo, pois é um tipo de ação que já se realiza desde o  ano 2000 e que reúne um potencial formativo enorme.

Uma das turmas, por acaso, teve oportunidade de usufruir de uma mini-formação em salvamento e  algumas noções de suporte básico de vida. No próximo ano letivo pensa-se solicitar ao ISN que dinamize sessão deste tipo para todos os grupos envolvidos.

Registam-se os  objetivos do projeto:

– Dar continuidade ao trabalho efetuado no âmbito do Projeto Coastwatch;

– Sensibilizar para a necessidade de preservar a orla costeira isenta de resíduos;

– Recolher resíduos sólidos ao longo da orla costeira de Peniche.

O grupo 520- Biologia e Geologia agradece o apoio prestado pela assistente operacional Dulce Helena, ao nível da distribuição do material associado à iniciativa, e  pelo Prof. Raul Santos, da Câmara Municipal de Peniche, pelo fornecimento dos sacos utilizados na recolha dos resíduos sólidos.

Escola Secundária de Peniche, 22 de junho de 2015″

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