Largada de balões mata!

Gosta de ver largadas de balões?

Então permita-me que lhe coloque umas questões para sua reflexão:

  • Sabia que actualmente o plástico na Natureza, e em particular no mar, é um dos maiores flagelos ambientais dos nossos tempos, sendo responsável pela morte de golfinhos, baleias, aves ou peixes que o confundem com alimento?
  • Já reflectiu acerca de qual será o destino dos balões de plástico largados para o ar após serem levados pelo vento e rebentarem?
  • Será coerente ensinar as crianças que os pequenos gestos fazem a diferença e que não devem sequer atirar um único papel para o chão, mas lançar na Natureza inúmeros objectos de latex sufocante?

Imagens que valem mil palavras

Video de balão encontrado na praia

Para saber mais:

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Envio de proposta para Programa participativa do Partido Livre

“Aplicação de Tara Recuperável obrigatória para garrafas e latas

O movimento cívico TaraRecuperavel.org defende a imposição de uma política de vasilhame obrigatório para garrafas em materiais recicláveis e poluentes, tais como o plástico.

Esta política foi implementada com resultados positivos comprovados em 23 países do mundo (12 europeus), contribuindo para:
– implantar um mecanismo eficaz de poluidor-pagador;
– rentabilizar infraestruturas de reciclagem existentes através da redução de custos de triagem;
– reduzir custos com actividades de limpezas pagas com o erário público;
– reduzir o preço dos produtos pago pelos consumidores finais;
– combater o flagelo do lixo marinho;
– criar novas actividades económicas e sociais relacionadas com a recolha selectiva de materiais para reciclagem;
– melhorar a imagem turística do país através de zonas naturais e espaços públicos mais agradáveis.

Não se trata de um imposto mas de um valor recuperável pelos consumidores que devolvam as suas garrafas para reciclagem após utilização.”

Enviada no dia 12 de junho de 2015 através do formulário do site tempodeavancar.net.

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O lixo plástico que o limpa-areias já não consegue limpar

A praia do Baleal em Peniche é limpa diariamente por um bendito tractor limpa-areias.

E ao longe parece limpa.

Contudo, ao perto são muitos os fragmentos de plástico que o limpa-areias já não consegue limpar porque são demasiado pequenos.

Como é que se consegue combater esta poluição?

A sua limpeza em linha recta pode fazer a diferença.

Seja activo na defesa da sua praia!

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54,4% do nosso lixo vai parar a aterro (fonte: PORDATA)

Gráfico de resíduos urbanos produzidos: total e por tipo de operação de destino (PORDATA)

Gráfico de resíduos urbanos produzidos: total e por tipo de operação de destino (PORDATA)

Segundo os dados oficiais apresentados pela PORDATA, 54,4% dos resíduos urbanos produzidos em 2012 foram parar a aterro.

Por seu lado, a percentagem de reciclagem foi de apenas 11,5% e com tendência para diminuir. Em 2009, a percentagem de reciclagem era de 11,8%.

Note-se que 19,5% tiveram como destino a “Valorização energética”:

“Operação de valorização de resíduos que compreende a utilização dos resíduos combustíveis para a produção de energia através da incineração directa com recuperação de calor. (metainformação – INE)”

Por outras palavras, foram queimados libertando toxinas para o ar que respiramos. Para dar uma noção do problema, imagine fechar-se numa sala e respirar o ar de plástico queimado.

Face a estes factos, temos que questionar se o modelo actual de tratamento do nosso lixo é eficaz?

Se a reciclagem é uma solução para os problemas ambientais causados pelos resíduos descartáveis não biodegradáveis, como por exemplo o lixo marinho, a contaminação ou esterilização dos solos dos aterros?

Não nos parece.

descartável não é Sustentável.

Fontes

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Pedido de colocação de contentores de lixo na praia do Rei Cortiço durante todo o ano

Mensagem enviado ao Presidente da Câmara de Óbidos Humberto Marques para pedido de colocação de contentores de lixo na praia do Rei Cortiço durante todo o ano.

Enviada no dia 9 de Abril de 2001 para geral@cm-obidos.pt.

Se concordam, podem enviar mensagens também.

“Bom dia Ex.mo Sr. Presidente da Câmara Humberto Marques,

A praia do Rei Cortiço, e praias adjacentes, são das mais bonitas do nosso município, e arrisco até dizer do nosso país.

São praias de grande beleza natural e muito frequentadas por munícipes, turistas estrangeiros e desportistas náuticos durante todo o ano.

Contudo, têm-se vindo a degradar nos últimos tempos e a situação fora da época balnear é particularmente preocupante.

Apesar do esforço voluntário de muitos dos frequentadores destas praias que amontoam o lixo devolvido pelo mar ou mesmo o carregam por seus próprios meios, as praias continuou extremamente poluídas principalmente com detritos plásticos ou oriundos da pesca.

Esta situação foi agravada porque actualmente já nem existem contentores para colocar o lixo apanhado da praia.

Assim sendo, venho por este meio solicitar que voltem a ser colocados os contentores do lixo na praia do Rei Cortiço durante todo o ano.

Obrigado pela atenção.


/Daniel Gomes
http://TaraRecuperavel.org: para acabar com as garrafas que poluem o teu país!”

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Reciclagem em quebra desde 2010

Reciclagem em quebra desde 2010 (fonte: PORDATA)

Reciclagem em quebra desde 2010 (fonte: PORDATA)

De acordo com a PORDATA, apenas 14,0% dos resíduos urbanos foram recolhidos selectivamente em 2012, tendo até havido uma quebra em relação aos anos anteriores.

Os números mostram que a reciclagem tal como tem sido aplicada não é solução para o problema dos resíduos em Portugal.

É preciso Reduzir, Reutilizar e aplicar políticas de Reciclagem mais eficazes.

Todos os detalhes no site da PORDATA em Resíduos urbanos recolhidos selectivamente (%) em Portugal.

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Envio de proposta para programa participativo do Partido Socialista

No dia 9 de Abril de 2015, foi enviada a proposta intitulada “Política ambiental de tara recuperável e benefícios para o País” para o programa participativo do Partido Socialista através do endereço http://gabinetedeestudos.ps.pt/#programa-participativo.

O texto enviado foi o seguinte (limitado a 2 000 caracteres):

“Ex.mo Sr. António Costa,

Já reparou que grande parte dos resíduos que poluem as nossas zonas naturais e espaços públicos são garrafas de plástico?

O movimento cívico Tara Recuperável defende a imposição de uma política de Tara Recuperável obrigatória, também conhecida como vasilhame ou depósito, para garrafas em materiais recicláveis e poluentes, tais como o plástico.

Esta política foi implementada com resultados positivos comprovados em 23 países do mundo. Doze destes países são europeus, como por exemplo, a Alemanha ou a Holanda.

A aplicação da solução Tara Recuperável em Portugal contribuiria por exemplo para:
– implantar um mecanismo eficaz de poluidor-pagador;
– rentabilizar infraestruturas de reciclagem existentes através da redução de custos de triagem;
– reduzir custos com actividades de limpezas pagas com o erário público;
– reduzir o preço dos produtos pago pelos consumidores finais;
– combater o flagelo do lixo marinho;
– criar novas actividades económicas e sociais relacionadas com a recolha selectiva de materiais para reciclagem;
– melhorar a saúde pública;
– contribuir para a protecção civil por exemplo reduzindo o risco de incêndios;
– melhorar a imagem turística do país através de zonas naturais e espaços públicos mais agradáveis.

Note-se que a solução Tara Recuperável não se trata de um imposto ou sobretaxa sobre as bebidas. Mas sim, uma tara que é recuperada pelos consumidores que devolvam as suas garrafas para reciclagem após as utilizarem.

Convidamo-lo a visitar o sítio web TaraRecuperavel.org para ficar a conhecer todos os detalhes e documentação acerca desta solução ambiental com impacto positivo também a nível social e económico.

Em particular, destaco o documento “Manifesto para a imposição de taras recuperáveis para embalagens de bebidas” disponível em: https://tararecuperavel.org/manifesto/.

A intervenção do Governo seria fundamental para regulamentar, divulgar e fiscalizar uma política de Tara Recuperável.”

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Alternativa aos copos descartáveis

Alternativa aos copos descartáveis: fácil de transportar e mais ecológico

Alternativa aos copos descartáveis: fácil de transportar e mais ecológico

Alternativa aos copos descartáveis: fácil de transportar e mais ecológico

Alternativa aos copos descartáveis: fácil de transportar e mais ecológico

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As soluções existem.

A questão é se tem coragem para mudar para hábitos mais sustentáveis?

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A Natureza Não é Descartável

Precisamos mesmo de usar produtos de plástico descartáveis?

O que leva os cidadãos a procurarem alternativas ao plástico, a recusar sacos plásticos, água engarrafada em plástico,  produtos de usar e por fora como copos de plástico descartáveis? Não será o mesmo?

Desafio, se têm algum amigo(a) que já o faz, em vez de o “apontar” como totó armado em ambientalista, sim gostamos muito de apontar dedos uns aos outros, vai se lá porquê, procurem conhecer os seus motivos e razões. E que tal aprender com ele? Melhor ainda, peçam: toca-me o coração com os motivos que te levam a agir!

Todos temos a aprender com os outros, por isso parece-nos um pouco estúpido nos acusarmos, em vez de perceber o porquê “diferente” que move outros, ou será que não? Se todos nós tivéssemos a humildade para admitir a nossa ignorância, sim não podemos saber tudo, mas querendo podemos saber mais, talvez muitos produtos já tivessem sido “banidos” das prateleiras do mercado português, pelo simples facto de os consumidores os recusarem pela sua liberdade de escolha, e não por se sentirem “obrigados”, levando inevitavelmente à revolta e indignação de muitos.

Virou “moda” a guerra contra o plástico?

O Plástico tornou-se num dos resíduos que mais impacto tem no ambiente, seja pela continua extracção de recursos naturais não renováveis, pela forma como é produzido, usado, descartado e até mesmo reciclado. E se formos pesquisar sobre Incineração, queima de plástico nos aterros sanitários para produzir energia, que é tudo menos limpa, será que vamos ficar com os cabelos em pé? Sejamos curiosos também para nos questionarmos sobre isso.

Poderíamos apresentar uma lista de múltiplos motivos que justificam o acto de recusar produtos descartáveis de plástico, no entanto, e no sentido de começarmos a questionar o acto “usar e por fora”, focaremos apenas a origem, e não nos impactos que advêm do pós-uso e descarte. Porque se mudarmos a origem, a causa, certamente os impactos e efeitos também mudam.  “Remendar” os efeitos não é solução. “Descartável não é Sustentável

O Descartável e a Natureza

Recentemente, ouvimos uma exposição de um biólogo brasileiro que nos alerta sobre a importância de “tocar” pessoas ao falar sobre conservação. Cientistas e ambientalistas têm a tendência de usar apenas números quando comunicam com o público, e segundo ele isso não é suficiente, é preciso usar sentimentos, é preciso falar de amor, e não podemos deixar de concordar quando ele nos diz: “No final das contas, nós vamos conservar apenas o que amamos, nós amamos o que conhecemos e conhecemos apenas o que nos é ensinado’”. Para curiosos:  https://www.youtube.com/watch?v=S0rhj3z6e28

E o que amamos afinal? Amamos mesmo a Natureza, ou apenas vivemos na ilusão de pensar que amamos? Amamos as nossas crianças? Sentimos compaixão e empatia pelos que sofrem nas guerras do petróleo, pelos “escravos” que trabalham para nós termos o “luxo” de usar e por fora? Onde está o nosso coração nesta história e que argumentos são precisos para que ele seja tocado e possa “despertar”?

Vivemos num tempo em que a sociedade sem pensar tornou a  Natureza descartável e as pessoas descartáveis. Parece um pouco forte esta afirmação, não? Mas é preciso percebermos o seu fundamento.

Van Jones nos alerta sobre esta questão,  A injustiça social e económica do plástico“(…) a raiz deste problema é a ideia do descartável. Para contaminar o planeta temos de contaminar as pessoas. Não temos recursos descartáveis. Não temos espécies descartáveis. E também não temos pessoas descartáveis. Não temos um planeta nem crianças que possamos deitar fora. Tudo é precioso”.

Depois, andamos todos preocupados em salvar o Planeta, a Natureza, mas deixamos de A reconhecer, Dela tudo extraímos, e o que lhe damos senão destruição, poluição, extinção?  Ela está em todos os produtos que usamos, olhemos em redor para perceber que a fonte de tudo o que temos é sempre a mesma. Até neste ecrã que lêem agora estas palavras.

E será que a Natureza nos pede para ser salva, ou para ser amada?

E vejam a agora a nossa contradição: Ah, eu gosto muito da Natureza! Adoro ir passear no verde, respirar o ar puro, observar os pássaros e as árvores. Mas como se usar e por fora recursos naturais tornou-se num acto “natural”? Algo não bate certo nesta forma “egoísta” de nos relacionarmos com a Natureza!

E se tivéssemos que explicar isto às crianças?

Imaginem que vossa Mãe vos dá um presente que ela fez com o todo o coração, carinho e amor. Vocês aceitam, nem dizem obrigado, nem dão muito caso, nem reconhecem o valor, e como não podem fazer dinheiro com ele, atiraram-no ao lixo. Mas sem se aperceberem, ela viu silenciosamente sem nada dizer…

Como as crianças iam perceber, sentir esta história? E como nós adultos a percebemos, sentimos?

 E para terminar:

Pelas nossas mãos assistimos a Natureza a matar-se a si própria, e nesta história não há inocentes nem mãos limpas. Queremos mesmo continuar a ser responsáveis? De cada um de nós depende a mudança, então que seja cada um a agir pela sua consciência e a procurar as suas respostas, porque a mudança tem começar dentro de cada um, e se começar aí, não serão necessárias  mais “imposições” externas para nos obrigar a mudar, certo? Que cada um seja capaz de encontrar os argumentos que lhes toca realmente o coração, para que possa mudar e agir.

 Então, se chegamos todos aqui, poderemos todos estar de acordo na nossa resposta, ou não?

Se ainda não ficaste convencido, continua a ler…

A Origem e Viagem do Plástico Descartável – A História da Colher

 

 

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Pergunta aberta à Agência Portuguesa do Ambiente: e as beatas de cigarro?

Ex.mos Srs.,

Gostaria de felicitá-los pelo texto de esclarecimento acerca do impacto dos sacos de plástico como fonte de lixo marinho e desta ser uma das razões para a imposição de taxas sobre os sacos de plástico.

Neste texto pode-se ler:

“Uma grande quantidade de sacos invade hoje os oceanos, onde são o 2.º resíduo mais encontrado à superfície do mar (depois dos cigarros).”

O que me leva à seguinte questão:

O que está a ser feita para combater o 1º resíduo mais encontrado à superfície do mar (os filtros de cigarro não biodegradáveis)?

Obrigado pela atenção.

/Daniel Gomes
TaraRecuperavel.org: descartável não é Sustentável

(mensagem enviada à Agência Portuguesa do Ambiente através do formulário de contacto no dia 10 de Março de 2015)

 

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