Sintam-se à vontade para reutilizar toda a informação que considerarem pertinente.
Gostaria apenas de salientar, que além do problema dos copos, a cidade de Lisboa encontra-se fortemente poluída com garrafas, latas e sacos de plástico.
Acredito que a solução da caução (ou tara) também seria aplicável com bons resultados (tal como aconteceu noutras cidades europeias).
Não me fazem falta mais sacos a ocuparem-me espaço em casa.
Guardar os vegetais em múltiplos sacos quando os compro, faz-me perder tempo.
Tirar os vegetais dos sacos quando chego a casa, faz-me perder tempo.
Não consigo abrir os sacos quando saem do rolo, faz-me perder tempo.
Em casa, junto os vegetais todos no mesmo compartimento do frigorífico, ou na fruteira, por isso não vejo razão para trazê-los em sacos separados. Faz-me perder tempo.
Ir pô-los na reciclagem, faz-me perder tempo.
Não gosto de perder tempo.
Não há sacos gratuitos. Não preciso que os comerciantes tenham o custo de comprá-los, para depois mos cobrarem nos preços dos produtos.
Os pequenos comerciantes que gerem os seus negócios, agradecem o dinheiro que lhes poupo em sacos.
Os sacos são de fraca qualidade e muitas vezes rasgam-se. Os vegetais esborracham-se no chão. Faz-me perder dinheiro.
Os vegetais guardados dentro dos sacos de plástico degradam-se mais rapidamente. Faz-me perder dinheiro.
Não gosto de perder dinheiro.
A fruta já vem naturalmente embalada. Chama-se casca e foi suficiente para transportá-la desde a árvore até ao supermercado.
Os sacos descartáveis são assassinos no mar. O que acontece aos sacos depois de utilizá-los está fora do meu controlo. A única maneira de não ter sacos meus no mar, é não utilizá-los.
No mar, encontro sempre sacos destes a flutuar.
Se precisasse mesmo dos sacos para os vegetais, utilizaria sacos reutilizáveis.
Eu utilizo sacos grandes reutilizáveis por consciência ambiental. Utilizar sacos descartáveis para os vegetais seria um absurdo.
Tento não ser absurdo.
E você, precisa mesmo de USAR TANTOS sacos de plástico descartáveis para transportar os seus vegetais?
Sabia que as beatas de cigarro são o lixo mais encontrado nas nossas praias?
Atenta a esta realidade a Câmara Municipal de Gondomar e a “Tara Recuperavel.org”, movimento cívico de ação ambiental, vão promover nas praias fluviais do Concelho uma campanha de sensibilização que pretende mudar os hábitos dos fumadores.
A partir do dia 8 de julho de 2017, inicia-se a campanha de recolha de beatas nas praias. Para o efeito foram adquiridos e colocados 4500 cinzeiros reutilizáveis nas praias designadas do Município: Melres, Lomba e Zebreiros.
Os nadadores salvadores e os concessionários dos bares serão os responsáveis pela reposição de cinzeiros nas estruturas, mas para esta tarefa é indispensável o contributo e adesão, não só dos fumadores, mas de TODOS para informar, sensibilizar e incentivar as boas práticas ambientais.
Ao utente fumador solicita-se que leve um cinzeiro para o areal e devolva-o à saída, despejando as beatas no respetivo contentor.
No final da época balnear será possível contabilizar quantos quilos de beatas impedimos de poluir o ambiente. Cada beata de cigarro contamina até 6 litros de água e demora entre 10 a 12 anos a desfazer-se e nunca se decompõe na totalidade. A beata de hoje não é biodegradável!
O objetivo desta campanha é sensibilizar os fumadores para não atirarem beatas para o chão, colocando-as no contentor apropriado, como fazem com os restantes resíduos.
Seja um fumador ecologicamente responsável, coloque a sua beata no lixo!
Fico sempre avassalado com a quantidade de copos, garrafas, talheres, pratos e balões que naturalmente se descartam para fazer uma simples refeição ao ar livre.
A melhor maneira de não sujar é não fazer lixo.
– Então e as crianças iam brincar com o quê?
Ouvir a resposta e remeti-me ao silêncio.
Na descida daquele sítio maravilhoso, havendo um saco do lixo vazio, na minha normal anormalidade resolvi enchê-lo para compensar a incúria de outros seres humanos que a mim se antecederam.
Perante a típica inércia atónita dos adultos e a natural indiferença das crianças, houve uma que abandonou o grupo se acercou de mim.
– Pai está aqui mais este papel.
Voltei-me e os óculos escuros embaciaram-se com a comoção orgulhosa de reconhecer o meu sangue naquela voluntária de 4 anos.
– Bia, desta vez, deixa estar. Não mexas neste lixo porque está muito sujo. Obrigado.
– Oh amigo, então tem aí um cinzeiro mesmo ao pé e atira a beata para a rua?
– É o hábito. Encolheu os ombros e sorriu com ar comprometido.
– Um mau hábito…Que é preciso ir mudando aos poucos.
Voltou para dentro do local de trabalho.
Caiu uma chuvada e levou as beatas tóxicas do chão da rua para o Mar.
O problema é ser socialmente aceite atirar beatas para o chão (mas fortemente reprovável uma criança atirar o papel de rebuçado). Como se resolve este problema?
Tornamos socialmente reprovável atirar beatas para o chão.
Desejos, celebrações, homenagens e sentimentos sobem aos céus por breves momentos.
Sobem como os balões e como os balões podem viajar quilómetros até a magia se apagar. Sim é bonito, não vamos negar, mas e depois? Mas se são “biodegradáveis” não há problema, certo?
Entrelaçados, o filme da Disney que veio dar uma nova magia e uma nova “luz” às Lanternas do Céu, bem como um aumento da sua procura e utilização. Mas, a sua história e origem remontam tempos bem mais antigos, como veremos.
Mas o que são as Lanternas do Céu, qual a sua origem e significado?
De que são feitas? E depois de a magia se apagar onde vão cair os seus restos?
Terão algum impacto nos seres vivos e no ambiente? Será que matam como Balões? Existem relatos?
Responder a estas perguntas, que acabaram por levar a outras, foi na verdade uma aventura, não vamos negar, mas uma aventura que teve como único propósito: partilhar convosco.
Mas para os que não vão conseguir ler até ao fim, apenas este pensamento:
Imagine que o seu vizinho está em grande festa com amigos. No final, os seus convidados resolvem atirar para a sua horta e quintal, onde seus animais andam livremente, os restos das limas das caipirinhas, os ossos da churascada, as garrafas de vinho e os pratos descartáveis.
Óbvio que não vai achar piada, nem tão pouco vai argumentar: ainda se fossem só as limas e os ossos que são biodegradáveis, mas também o vidro e plástico? Não deixa de ser lixo, não é mesmo? E se o seu gatinho comer um grande osso, ou pior, com um pequeno vidro partido?
Agora outra história: O Planeta é o nosso Anfitreão, e nós somos todos convidados a habitar este planeta em festa de vida, cor e magia, a partilhar com outros seres, plantas, flores, árvores, e lindos animais que nos apaixonam e nos ensinam a amar. Celebramos a vida, a amizade, o amor em mil e um eventos.
Depois usamos recursos naturais para produzir artefactos que voam pelo céu, para usar por breves momentos, e que acabam por ser lixo perigoso fora de um contentor. Uns são biodegradáveis, outros não, os lançamos por tudo, por nada, e sem pensar onde eles vão cair, nem tão pouco nas consequências que podem ter em outras vidas. Que tipo de convidados somos nós quando só pensamos em satisfazer os nossos desejos e prazeres, menosprezando e esquecendo o nosso Anfitreão que nos oferece a sua casa como a nossa Casa?
O que são as Lanternas do Céu, qual a sua origem e significado
Lanterna do céu/Chinesas
Lanternas do Céu, voadoras, dos desejos, Sky Lanterns, mas comumente designadas de Lanternas Chinesas, uma vez que são originárias da China. Mas nem todas são lançadas ao ar.
Festival da Lanternas – Tradição Chinesa. Este é comemorado no dia 15 do primeiro mês do calendário Lunar, sendo considerado o último dia das celebrações do Ano Novo Chinês. Vários costumes e atividades tradicionais são realizadas durante o festival das lanternas: apreciar lanternas estáticas que decoram as ruas, fogos de artifício, adivinhar enigmas lanterna, danças folclóricas, e comer Yuanxiao, e terminam com o lançar lanternas ao céu.
Segundo a história, a origem do festival vem da dinastia Han(206 a.c. -220 d.p.), em que o Budismo prosperou na China. O imperador Ming, defensor do Budismo, percebeu que alguns monges acendiam lanternas nos templos no 15° dia do primeiro mês lunar para venerar Buddha. Então ele ordenou que todos os templos e as casas deveriam ter lanternas acesas nesse dia.
Desde então, a tradição das lanternas foi se espalhando para outros países asiáticos como Japão, Taiwan, Coreia, entre outros, especialmente devido à propagação do budismo. No ocidente, as lanternas também são muito apreciadas e incluídas em decorações orientais.
No vídeo que se segue deixamos apenas um exemplo. Neste Festival em Pingxi, no norte de Taiwan, mais de 5000 lanternas foram enviadas para o céu em homenagem a Buddha.
Mas, o festival das Lanternas já corre pelo mundo, não só em homenagem a Budha. Por exemplo, nos Estados Unidos existe já uma entidade organizadora de Festivais para iluminar o espirito humano.
Temos, ainda, outros exemplos da utilização dessas lanternas em outros contextos festivos, para celebrar o dia dos namorados, casamentos, baptizados, aniversários, a moda está a pegar:
De que são feitas, e onde vão cair os restos?
Ao longo da sua utilização o fabrico das lanternas tem vindo a ser alterado para serem consideradas “amigas do ambiente”.
São feitas essencialmente de papel que cobre uma estrutura de metal ou bambú, recebendo neste último caso o “Eco-rótulo”, e um líquido inflamável, que com a sua chama torna possível um vôo sem controle dos que as lançam.
Uma vez lançadas, podem viajar quilómetros do local de partida e atingir alturas variáveis entre 1000 a 3000 metros, o que depende de vários factores: da própria lanterna, do local onde são lançadas, do ar, do vento, de algum obstáculo que possam encontrar na sua viagem.
E onde termina essa viagem? Pois, isso ninguém pode prever na verdade. Para estas lanternas não existe uma torre de controlo especializada, que possa definir o local exacto da sua aterragem, nem tão pouco garantir que esta seja segura e sem acidentes no antes, durante e depois. Embora já existe de facto um Código de segurança e regras para o lançamento destas lanternas no Reino Unido.
Assim que a chama começa a enfraquecer, elas começam a descer. Podem cair em terra ou no mar, mas também podem encontrar obstáculos e não chegar a aterrar em lado nenhum. E depois o que acontece?
Lanternas no Mundo
Na verdade, as lanternas do céu, dos desejos, dos pedidos e das homenagens facilmente conquistaram o mundo com o seu encanto e magia, e em muitos lugares do mundo, passaram a ser usadas nos mais variados eventos, desde casamentos, aniversários, festas familiares, encerramento de festas locais em substituição do fogo-de-artificio. De facto neste último caso alguns animais domésticos agradecem, mas será que todos os animais agradecem?
Em Portugal já são igualmente usadas, nomeadamente em casamentos em que os convidados escrevem desejos para os noivos nas lanternas antes de as lançarem ao céu, mas também em outras celebrações e eventos. Melhor que lançar borboletas ou os tradicionais balões , verdade.
No mundo viraram “moda”! Tal como os balões ainda são moda em alguns lugares, enquanto noutros “largadas de balões” foram já proibidas! E as Lanternas do Céu são proibidas? Em alguns lugares sim.
Será que, uma vez em prática a proibição dos balões, o lançamento das lanternas do céu vai proliferar e virar “epedemia”, por aparentemente parecerem “mais amigas do ambiente” e por serem biodegradáveis? Esperemos bem que não!
Alguns relatos do seu impacto no ambiente e no seres vivos
Vários relatos foram encontrados e os seus perigos são: causa de incêndios, ingestão por animais, armadilhas de “morte” para animais, falsas sinalizações para embarcações do mar, entre outras. Em seguida alguns exemplos.
3 Lanternas foram lançadas, uma desecandeou um incêndio
A Mãe leva a público o sucedido, alertando para o uso destas lanternas. Hoje no código que regula o lançamento das lanternas, crianças não devem estar perto do momento de as lançar.
5000 toneladas de papel e plástico de uma industria de reciclagem incendiaram
Lanternas “Biodegradáveis” são amigas do ambiente?
Ora bem, aqui mais uma questão muito questionável. Se forem biodegradáveis, ou seja feitas de papel e bambú, teriam evitado alguns dos acidentes anteriores? Muito provavelmente, não!
Estamos de facto a assistir a uma nova “moda” no mundo: substituir os materiais de certos produtos, para ter um rótulo “verde”, mas apenas para continuarmos a servir os meus padrões de consumo. Mas é importante percebermos que essa não é, nem nunca será a solução. A raiz do problema não são os tipos de material, são os produtos em si.
Exemplo: Olha queres ser mesmo amigo do ambiente? Faz as tuas festas com estas colheres descartáveis de madeira e estes pratos descartáveis de folhas de árvores. Ah, já agora lança estas lanternas de papel e bambú. Depois de usares, podes atirar livremente para o ambiente, são biodegradáveis, não te preocupes! Florestas nativas foram destruídas para plantar só árvores para colheres, pratos e lanternas do céu!
O que aqui não faz sentido?
Continuamos a servir a sociedade do Descartável que tornou a Natureza Descartável, e pior sacrificando preciosos e mágicos recursos naturais como as árvores para nos satisfazer. Quem são as árvores minha gente? Só existem para nos dar papel e madeira? Elas sim são verdadeiramente mágicas!
O próprio Buddha tinha uma grande ligação às árvores, e uma foi especial para ele. Foi meditando debaixo de uma Ficus Religiosa que ele alcançou a “iluminação”, sendo hoje uma árvore sagrada conhecida por Árvore de Bodhi. Mas aí é que está, todas as Árvores são sagradas e preciosas demais para servirem ao descartável e produtos sem sentido, ou será que não?
E por tudo isto, não, não faz sentido dizer que Lanternas de Papel e Bambú são amigas do ambiente, porque não o são!
As verdadeiras alternativas amigas do ambiente
A melhor de todas: Plante vida, uma Árvore, flores para celebrar, homenagear, oferecer e dar a vida, e na verdade quem vos irá agradecer é o próprio planeta.
Se a luz tem um significado para si, porque de facto tem, acenda uma vela com a intenção que pretende.
Se quer mesmo usar uma lanterna, dê asas à criatividade e transforme-a numa lanterna reutilizável e estática. Os seus desejos, homenagens e celebrações não precisam ser lançados ao céu, nem se tornar num lixo e problema para o planeta e para outros seres vivos.
Basta de sermos egoístas na forma como nos relacionamos com a nossa Casa!
Se lanternas já foram lançadas, recolham-nas do ambiente, embora saibamos que será impossível apanhar a todas, principalmente as que caiem no mar;
Partilhem com os outros para que todos possamos ter conhecimento dos perigos das lanternas;
Contatem a organização de eventos que usam ou pretendem usar estas lanternas, sugerindo que optem por outras alternativas.
Não sabemos tudo, nem nunca o poderemos saber, mas juntos e partilhando com os outros poderemos melhorar o nosso mundo. Basta um para começar uma “revolução”, basta um gesto para fazer acontecer a “mudança que queremos ver no mundo!
Partilhem com a intenção positiva de construir um mundo melhor, não pelo julgamento, mas pela colaboração e cooperação com os outros! Os erros dos outros podem ser diferentes dos nossos, mas todos nós erramos, não é mesmo?
Obrigada a todos os que tiraram um pouco do seu tempo para receber a partilha desta nossa aventura.
Os voluntários da associação 10 Milhões na Berma da Estrada estão, durante todos os feriados e fins de semana até ao Natal, a embrulhar presentes numa grande superfície comercial no concelho do Seixal em troca de donativos que vão reverter na totalidade para a Associação Humanitária dos Bombeiros Mistos da Amora.
A associação, recentemente oficializada, tem como principal objetivo alertar para o risco de incêndios causados por pontas de cigarros atiradas pelos automobilistas em zonas de mata e floresta. O projeto “Pela Janela Não!” planeia 100 caminhadas de sensibilização, ao longo dos próximos três anos, durante as quais se prevê recolher 10 milhões de beatas. O número é simbólico (uma por cada português, porque basta uma para provocar um incêndio e basta uma pessoa para mudar o mundo), sendo que a ideia é despertar consciências.
Depois de realizadas as primeiras caminhadas em 2016, os 10 Milhões na Berma da Estrada querem dar continuidade à ideia durante os meses mais frios, desta feita contribuindo para a melhoria das condições daqueles que lutam contra a consequência de um ato impensado: os bombeiros. Porque o Natal é uma época de gratidão, acima de tudo, a associação pretende sensibilizar a sociedade civil para o apoio aos soldados da paz.
Local: Hipermercado E. Leclerc Amora (Avenida Silva Gomes, Seixal)
Datas: 01, 03, 04, 08, 10, 11, 17 e 18 de dezembro (das 10h às 13h e das 15h às 23h)
24 e 31 de dezembro (das 10h às 13h)
Poderão presentes, em hora a combinar, o presidente da associação 10 Milhões na Berma da Estrada, Orlando Martins, e o comandante dos Bombeiros Mistos da Amora, Carlos Falcão.